28 de jan. de 2014

PROJETO DE CIÊNCIA E TECNOLOGIA APROVADO PELO CAERDES, FORTALECE A AGROECOLOGIA NA REGIÃO


O Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (CAERDES), órgão do Departamento de Tecnologias e Ciências Sociais (DTCS), do campus III da UNEB, na cidade de Juazeiro da Bahia, concorreu ao edital Chamada MCTI/Mapa/MDA/MEC/MPA/CNPq nº 81/2013 e foi contemplado com cerca de R$200 mil, que serão investidos no Projeto intitulado: Integração, Ensino, Pesquisa e Extensão em Agroecologia e Agricultura Orgânica no Submédio São Francisco.
A equipe técnica para realização do projeto é composta pelos professores da UNEB Jairton Fraga Araújo – coordenador do projeto –e pelos Drs. Rogério Bispo, Edonilce Barros, Alessandro Mesquita e Josemar Martins.
Para satisfazer todas as dúvidas acerca da concepção e finalidade do projeto recém aprovado, o Professor Dr. Jairton Fraga Araújo nos concedeu uma entrevista.

Figura 1-Dr. Jairton Fraga Araújo, professor da UNEB e coordenador do Projeto.


CAERDES: Professor, como se deu a concepção do Projeto Integração, Ensino, Pesquisa e Extensão em Agroecologia e Agricultura Orgânica no Submédio São Francisco?

PROF. Dr. JAIRTON: O Projeto de Agroecologia é resultado do edital 81/2013, um edital muito amplo que envolve o CNPq, Ministério da Agricultura, Ministério do Desenvolvimento Agrário, Ministério da Educação e Cultura e que oportunizou recursos financeiros para a formação de núcleos de Agroecologia, redes em agroecologia e centros vocacionais territoriais que contemplem Agroecologia. Nosso objetivo foi integrar o ensino, a pesquisa e a extensão em um único projeto, de forma que pudéssemos oferecer de forma mais sistemática algumas respostas. Por exemplo; na extensão, temos inúmeros conhecimentos científicos consolidados pela  Agroecologia, nós precisamos transformar o conhecimento em uma forma mais acessível ao agricultor. Por sua vez, os resultados de pesquisa precisam ser publicizados e transferidos. No projeto planejamos a execução de quatro subprojetos como forma de o agricultor acompanhar as pesquisas realizadas e compreender o processo científico a partir de sua interação com o saber popular e tradicional, como contributos para a produção agropecuária do Brasil, notadamente na região. E, por fim, o processo de capacitação, que envolve a preocupação em formar às futuras gerações, a exemplo, dos estudantes e jovens rurais e a promoção da igualdade de gênero no contato com a Agroecologia enquanto ciência, para que possamos oferecer mais adiante, respostas aos problemas que ocorrem na região. No entanto a ideia da capacitação não é pontual, desejamos de forma articulada fomentar a produção orgânica de alimentos e orientar quanto ao correto manejo da produção orgânica pelos agricultores que estão desejosos em deixar o uso intensivo de agrotóxicos e fertilizantes químicos, para uma outra forma de produção mais sustentável.


CAERDES: Quais são as expectativas para esse projeto?

PROF. Dr. JAIRTON: Bem, nós estamos muito otimistas. O projeto vai se desenvolver em Juazeiro e, também, em Canudos. A ideia é que nós possamos realizar uma série de atividades, já a partir do dia 1º de fevereiro, quando, começaremos com a realização de um curso de agricultura orgânica para estudantes. Acreditamos na formação de valores como estratégia para mudanças substantivas,a ideia é que a gente qualifique os jovens, para que esses jovens, quando, estiverem no exercício profissional, tenham uma visão correta da produção agroecológica. Então, nós estamos muito otimistas com os resultados, porque serão realizadas oficinas, cursos, minicursos, enfim, unidades demonstrativas que serão instaladas, projetos de pesquisa, então, nós estamos muito otimistas e compreendemos que essa é uma forma concreta de fazer com que o agricultor, empresário ou estudante possa conviver  no mesmo ambiente de ciência e tecnologia, compreendendo a importância dela e utilizando isso no dia a dia para uma produção agrícola sustentável.


CAERDES: Compreendendo que alunos, agricultores e empresários participarão ativamente do projeto, nos conte como este será executado:

PROF. Dr. JAIRTON: O projeto será executado pela Universidade do Estado da Bahia e pelo Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável, em parceria com a Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola. A EBDA será responsável pela sensibilização e nós vamos fazer a parte de execução propriamente dita, com as capacitações, instalação dos projetos de pesquisa, realização de oficinas, elaboração de cartilhas e a EBDA será responsável pela seleção dos profissionais, tanto os profissionais técnicos, quanto nos auxiliará na seleção dos agricultores e, obviamente, será parte integrante desse projeto, importante porque é o órgão que atua na área de extensão rural oficial do Estado da Bahia.


CAERDES: Sabemos que, para a execução do Projeto,o CAERDES conta com algumas parcerias. Qual a importância destas para um melhor desenvolvimento do projeto?

PROF. Dr. JAIRTON: É difícil você fazer alguma coisa hoje sem os parceiros, porque cada parceiro tem uma expertise, tem uma competência. Nesse caso, a Extensão Rural Oficial da Bahia tem uma expertise em extensão rural de muitos anos. É fundamental você fazer essas parcerias porque você complementa ações, você estabelece o sentido da complementariedade. Nem todo mundo detém todo o conhecimento, então, a empresa de extensão, por exemplo,ela tem um largo conhecimento em ações e oficinas de extensão rural, então, ela vai nos ajudar. Você precisa das parcerias, são fundamentais para que você possa ter, na verdade, uma cobertura mais ampla, tendo em vista que esse projeto é um projeto amplo, ele integra as áreas de ensino, pesquisa e extensão.


CAERDES: Professor, quais foram as dificuldades na implantação do projeto?

PROF. Dr. JAIRTON: Nós não tivemos ainda dificuldades porque o projeto está sendo implantado. É possível que daqui a alguns meses nós tenhamos uma ideia de quais dificuldades foram importantes. Eu penso que uma coisa que pode realmente dificultar é o fato de que você não pode retirar os agricultores muito tempo da área de trabalho deles, porque eles vivem disso. Cada dia que você os tira das propriedades, é um dia que eles deixam de ter um retorno econômico, mas isso vai ter de ser feito da melhor forma possível para que não cause muitos prejuízos ou cause o mínimo de prejuízo, na vida das famílias rurais.


CAERDES: Professor, quais os benefícios que a implantação e execução desse projeto trará para o CAERDES?

PROF. Dr. JAIRTON: Do ponto de vista do CAERDES, é a realização das oficinas, produção de cartilhas, da realização dos projetos de pesquisa, divulgação do nome do Centro, como espaço técnico-científico capaz de produzir ciência, de realizar tecnologia, de capacitar pessoas e ser uma referência nessa área. Eu acho que isso é importante para o CAERDES.


CAERDES: Professor, quais os benefícios que a implantação e execução desse projeto trará para a comunidade?

PROF. Dr. JAIRTON: Eu acho importante, nossa atuação com as mulheres rurais, jovens, agricultores, técnicos, estudantes e até com empresários. Nós estamos contribuindo para a formação de um paradigma diferente do dominante na região. O paradigma da região é baseado na agroquímica, na utilização intensiva de agrotóxicos e fertilizantes. Nós vamos trabalhar com outra expectativa. Vamos trabalhar na recuperação dos solos, no manejo correto dos solos tropicais, no aproveitamento de variedades nativas, na integração entre lavoura e pecuária, vamos enfatizar a rotação de culturas, policultura, os adubos naturais, a rochagem, a biofertilização, uma série de práticas, que são técnicas sustentáveis, envolvendo as mulheres, jovens, os agricultores, os profissionais, os estudantes, ajudando e contribuindo para formar uma geração comprometida com um novo olhar para a agricultura.


25 de jan. de 2014

CURSO DE EXTENSÃO: AGROECOLOGIA E AGRICULTURA ORGÂNICA


ATENÇÃO ESTUDANTES DE AGRONOMIA!

Oportunidade de vagas para disciplina optativa.


Local: Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (CAERDES) - DTCS - Campus III - Juazeiro


Data: 01, 03, 04, 05, 06 e 07 de fevereiro.
Carga horária: 48 horas


Vagas LIMITADAS!!!!!!



Inscrição com nosso colega Caio Bernardo



23 de jan. de 2014

TÉCNICA DE REPRODUÇÃO DE ABELHAS PODE FACILITAR POLINIZAÇÃO DE LAVROURAS

Atualmente, uma das principais limitações para utilizar abelhas sem ferrão na polinização é a dificuldade em produzir colônias em quantidade suficiente para atender à demanda dos agricultores.


A nova técnica levaria à redução do custo das produções agrícolas e à melhoria da produtividade em até 40%. Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press

São Paulo – Uma nova técnica para a reprodução de abelhas sem ferrão pode facilitar a polinização de lavouras no país, o que levaria à redução do custo das produções agrícolas e à melhoria da produtividade em até 40%. Pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA) desenvolveram um método pelo qual as larvas recém-nascidas recebem uma quantidade seis vezes maior de alimento do que estão acostumadas. Dessa forma, todas as abelhas fêmeas superalimentadas se tornam rainhas.

Atualmente, uma das principais limitações para utilizar abelhas sem ferrão na polinização é a dificuldade em produzir colônias em quantidade suficiente para atender à demanda dos agricultores. A maioria dessas espécies, como a mandaguari e a jataí, apresentam baixo número de rainhas. Elas são responsáveis por colocar os ovos e formar as colônias. “[Com a nova técnica,] a partir de uma única colônia consigo produzir 2 mil rainhas em um mês. É um número bastante elevado”, explicou Cristiano Menezes, pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental e autor do estudo.

De acordo com Menezes, para polinizar toda a área plantada de morango no Brasil, por exemplo, seriam necessárias cerca de 50 mil colmeias da abelha jataí ou mandaguari. “Atualmente, a gente não tem quem forneça essa grande quantidade”, informou. Ele explicou ainda que muito produtores precisam contratar trabalhadores para passar o dedo de flor em flor para transportar o grão de pólen pela falta das abelhas, o que aumenta custo da produção. Um dos exemplos em que esse trabalho é necessário é no cultivo do maracujá. “Se não tiver polinização, a produção de frutos é zero”, destacou.

O processo de polinização ocorre naturalmente quando animais fazem o transporte do pólen de uma flor para outra. As plantas fornecem o recurso alimentar, geralmente o néctar, e as abelhas, que são os principais agentes polinizadores, coletam. Nesse processo, elas se sujam de pólen e, ao visitar outra flor, transportam esse grão, levando à reprodução da planta. Para cada tipo de flor, uma espécie de abelha é adequada ao trabalho. “Além de o custo ser bem menor, a abelha é muito mais eficiente que o ser humano. Nasceram para fazer isso. Quando você aluga uma colônia, ela já tem 10 mil indivíduos trabalhando”, explicou. Isso aumenta a produção em cerca de 20% a 40%, apontou Menezes.

Além do baixo número de rainhas, o grande volume de área desmatada para plantação e o uso intensivo de pesticidas explicam a insuficiência de abelhas. Nesse sentido, os primeiros projetos em campo da pesquisa, a serem iniciados no próximo ano, serão feitos na região sul do estado de Minas Gerais. “É onde o controle biológico já é bastante difundido”, disse Menezes. Ele ressaltou que o estudo está sendo feito em parceria com uma empresa produtora de agentes biológicos para que seja disponibilizado um pacote de serviços mais adequado à polinização. “Não adianta nada o agricultor alugar colmeia e bater bastante inseticida, porque vai matar abelhas”, justificou.

Hoje, o serviço de aluguel de colmeias para a polinização de lavouras só está disponível em espécies com ferrão. De acordo com o pesquisador, o custo médio é R$ 60 pelo período de dois meses. “Na época da plantação, o agricultor vai alugar o serviço e a gente estaciona as abelhas no período da floração. No café, por exemplo, dura em torno de 15 dias”, explicou. No caso das abelhas sem ferrão, como é um mercado novo, não há estimativa de preço, mas Menezes avalia que o custo deve ser similar ao que é praticado atualmente.

Os pesquisadores estão, agora, iniciando a fase de coleta de colônias para produção em larga escala. A partir do próximo ano, as colônias serão levadas para a plantação, a fim de testar o funcionamento delas e, em 2015, espera-se que o serviço esteja disponível.


Fonte: Agência Brasil 

Publicação: 25/12/2013 14:24 Atualização: 25/12/2013 15:40

31 de dez. de 2013

ESSA ANIMAÇÃO VAI TE FAZER REFLETIR SOBRE A RAÇA HUMANA

Todos os seres existentes no planeta possuem características específicas que permitem que eles sobrevivam em meio às diversidades. Nós humanos não somos velozes, nem muito grandes ou fortes, nem expelimos um veneno mortal quando estamos nervosos – mas, em contrapartida temos um cérebro mais desenvolvido do que os outros animais. Por esse motivo, muitas vezes fazemos um julgamento equivocado, nos considerando superiores aos outros seres vivos. Concedemos a nós mesmos o direito de explorar, de matar, de dominar e achamos isso normal – afinal, somos nós que ditamos as regras e a situação é confortável (já viu político reclamar do aumento de salário votado por eles mesmos?).

E nessas, o ser humano conseguiu trazer muitas evoluções, mas também trouxe mais destruição do que qualquer outro ser que já habitou a Terra. O modelo capitalista não funciona sem progresso, e progresso significa fazer tudo em nome de mais dinheiro. Inclusive abusar do planeta e acabar com recursos que jamais voltarão. Talvez seja um pensamento um pouco pessimista demais, mas a impressão que temos é que os humanos não vão parar. Ainda sim, cabe a nós que não compactuamos com esse sistema de destruição, continuar na luta da forma que conseguirmos.

Por isso, hoje trouxemos um vídeo chamado “Man” [que inclusive, muita gente já viu - só o vídeo original no youtube já acumula mais de 3.369,385 views], que é uma animação feita pelo ilustrador londrino Steve Cutts, e que retrata bem a relação da humanidade com os outros habitantes do planeta e com o meio ambiente. O curta de menos de 4 minutos vai mostrando com genialidade várias atrocidades cometidas por nós, humanos, e que passam despercebidas por já fazerem parte do sistema – daí o título provocativo desse artigo, que pode te deixar com vontade de pertencer a uma outra espécie por alguns instantes. Assista:





11 de dez. de 2013

MAIS UMA VITÓRIA PARA O CAERDES!

CAERDES aprova Projeto no CNPq:


A Diretoria do CNPq, com base na recomendação do Comitê Julgador do Programa de Ciência e Tecnologia para o Agronegócio, aprovou o projeto de Agroecologia solicitado pelo CAERDES, no valor de 200 mil reais.

A aprovação do Projeto acarretará em mais investimentos nas pesquisas e grandes melhorias para o Centro.




6 de dez. de 2013

TRABALHO RURAL SOB A ÓTICA DO DIREITO AGRÁRIO: A LUTA PELO CUMPRIMENTO CONSTITUCIONALIZAÇÃO DA FUNÇÃO SOCIAL DA PROPRIEDADE

Por  Mahatma Lenin


A busca do amparo legal remonta, preliminarmente, na Constituição Federal vigente que consagra o Princípio da Função Social da Propriedade, especificando que este tem entre suas extensões a consagração da busca por exploração que favoreça o  bem estar dos proprietários e dos trabalhadores, aliado ao respeito as normas que regulam as relações de trabalho.

Sendo o princípio da função social consagrado com meta primordial do Direto Agrário, não há como não se atribuir a este ramo as responsabilidades decorrentes da atividade agrária enquanto fonte de labor. O respeito a este princípio é a determinante para que a propriedade rural se faça como instrumento de justiça social, sendo de responsabilidade primordial do Direito Agrário a efetivação do cumprimento constitucional, inserido não só no capítulo referente a Política Agrícola e Fundiária e da Reforma Agrária, como no Dos Direitos e Deveres Individuais e Coletivos.
Ainda, na concepção constitucionalizada da função social da propriedade, pois ela é a expressão e a sintonia de uma profunda mutação jurídico-social que se abre sobre as sociedades atuais.

Neste aspecto, temos de considerar que a definição, posta no livro constitucional, retrata a função social da propriedade rural como sendo não só cumprimento dos itens relativos à produtividade e a preservação de recursos naturais, mas a observância das disposições que regulam as relações de trabalho e exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores (art. 186 da CF).
É tanto que após cinco anos a Lei 8.629/93 houve por bem ordenar e regulamentar o dispositivo constitucional determinando:
“Art. 9º A função social é cumprida quando a propriedade rural atende simultaneamente, segundo graus e critérios estabelecidos nesta lei, os seguintes requisitos:
(...)
III – observância das disposições que regulam as relações de trabalho;
IV – exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.
(...)
§ 4º A observância das disposições que regulam as relações de trabalho, implica tanto o respeito às leis trabalhistas e aos contratos coletivos de trabalho como às disposições que disciplinam os contratos de arrendamento e parcerias rurais.
§ 5º A exploração que favorece o bem-estar dos proprietários e trabalhadores rurais é a que objetiva o atendimento das necessidades básicas dos que trabalham a terra, observa as normas de segurança do trabalho e não provoca conflitos e tensões sociais no imóvel.”.

Logo, adotando a postura da função social, as Constituições e as legislações modernas tratam de resolver a questão social e alcançar uma forma de organização jurídico-institucional, que permita solucionar as múltiplas contradições econômico-sociais, em que vive boa parte da sociedade de hoje.

Sob esta ótica ocupa-se este trabalho de dedicar especial estudo aos que lutam pela terra, construindo a atividade agrária, quer enquanto empregado, empregador, proprietário familiar, arrendatário, parceiro, assentado, empresário rural. Para tanto ocupa-se em desvendar o universo do trabalho rural, no raciocínio do Direito Agrário, tomando em conta os aspectos jurídico- sociais e suas decorrências, supondo a atividade rural como meio alternativo para a crise do desemprego do Brasil.



2 de dez. de 2013

CAPACIDADE DE SUPORTE DO PLANETA PEDE PRECISÃO

Usada para medir o impacto da humanidade sobre a Terra, pegada ecológica não ajuda a avaliar recursos


Qual é o tamanho da “pegada” da humanidade no planeta? Depende da medida.

Desde meados dos anos 90, ambientalistas, políticos, pesquisadores e outras pessoas usam um conceito chamado de “pegada ecológica” para quantificar a saúde relativa do planeta sob a influência da atividade humana. De acordo com essa medida, nossa pegada superou o planeta em que caminhamos: atualmente, seres humanos usam 1,5 Terra para sustentar seu bem-estar.


A pegada da humanidade pode não exceder a capacidade da Terra, no fim das contas.




O conceito deu origem a um falso feriado, chamado de “dia do exagero”, que marca o ponto em que humanos gastam os recursos naturais que deveriam durar o ano todo. Neste ano, o feriado foi em 20 de agosto.

Uma nova análise, porém, sugere que o tamanho da pegada de nossas sete bilhões de pessoas foi medida de maneira errada. “A pegada ecológica original é uma boa metáfora e uma boa maneira de nos fazer pensar a respeito do sobreuso do planeta, mas o que nós realmente queremos de uma pegada é que ela seja uma ferramenta de administração”, observa Peter Kareiva, coautor do estudo, publicado em 5 de novembro na PloS Biology.

Kareiva é cientista-chefe do The Nature Conservacy, um grupo ambiental que usa o conceito de pegada ecológica de vez em quando. Mas agora ele está pedindo uma medida melhor. “Eu gostaria que as pessoas não ficassem satisfeitas com a pegada ecológica atual, e que tentassem encontrar técnicas que realmente medissem a água, o solo, e todas as maneiras que usamos para degradar nossos ecossistemas para que essas técnicas se tornassem medidas que podem ser usadas administrativamente”, declara Kareiva.

Em seu nível mais fundamental, a pegada ecológica incorpora seis medidas – cobertura urbana, dióxido de carbono, poluição, campos agrícolas, pescarias, florestas e pastagens – para revelar “a área agregada de ecossistemas de terra e água exigidos por populações específicas de seres humanos para produzir os bens e serviços de ecossistemas que eles consumem e para assimilar seus resíduos de carbono”. Ou pelo menos essa é a definição de William Rees, pesquisador de planejamento urbano da University of British Columbia, e Mathis Wackernagel, diretor da Global Footprint Network, que se uniram para desenvolver a medida.
A essência do caso contra a pegada é que, pelo menos em nível global, toda a medida se resume à assimilação de CO2. Isso acontece porque, por definição, terras cultiváveis, pastagens e outras métricas de terras e oceanos que usamos não podem exceder o tamanho do planeta, como até Rees e Wackernagel reconhecem. “Ao contrário de nações e regiões, a Terra não pode ‘importar’ a biocapacidade de terras cultiváveis e, portanto, não pode apresentar um déficit”, escreveram Rees e Wackernagel em resposta à crítica.

Assim, do ponto de vista global, a acumulação de CO2 na atmosfera é a única razão de a pegada ecológica da humanidade ser maior que a própria Terra. O que o tamanho da pegada significa em termos físicos é que o mundo não tem florestas suficientes para absorver todo o excesso de CO2 da queima que a humanidade faz de combustíveis fósseis, além de outras atividades. “Isso nos diz que florestas não estão absorvendo todas as emissões industriais, mas todo mundo já sabia disso antes”, aponta Linus Blomqvist, diretor do Programa de Conservação e Desenvolvimento do Instituto Breakthrough, um think-tank neo-ambiental. A pegada ecológica, de acordo com ele, é uma “tentativa fracassada de medir a capacidade de suporte”.

A humanidade poderia reduzir o tamanho de sua pegada ao aumentar dramaticamente a absorção de carbono das árvores do mundo – substituindo, por exemplo, florestas por plantações de árvores que crescem rápido, como eucaliptos. Mas isso dificilmente seria bom para o planeta, aponta Kareiva, porque florestas naturais trazem outros benefícios, como abrigar uma diversidade de animais, fungos, insetos, micróbios e plantas. E a pegada também não revela nada específico a respeito do possível sobreuso de terras cultiváveis ou pastagens, desmatamento global ou mesmo o impacto da expansão urbana.

A alternativa preferida de Kareiva é o que ele chama de “Projeto Genoma Terrestre” – uma compilação de dados que se resume ao nível local de uso de água, degradação do solo e, sim, gases estufa e outras formas de poluição do ar.

Um sistema assim revelaria se o lençol freático local estaria diminuindo ou se a pastagem estaria intensa demais em uma região específica – exatamente o tipo de julgamentos que a pegada global não serve para fazer. “Você poderia usar uma terra árida em excesso e convertê-la permanentemente em deserto – esse é um limite local”, explica Kareiva. “Precisamos procurar limites porque eles nos dizem o risco do próximo nível de degradação”.

A pegada ecológica, porém, pode revelar conexões importantes em níveis nacionais e internacionais, apontam Rees e Wackernagel. Então, por exemplo, mesmo que canadenses tenham uma pegada pequena, o excedente das terras cultiváveis, florestas e pescarias do Canadá é essencialmente exportado para países como os Estados Unidos e a China, que têm pegadas muito grandes. “A maioria dos países está em déficit ecológico, cada vez mais dependentes de trocas potencialmente incertas de biocapacidade”, escreveram Reese Wackernagel. “O que poderia ser ganho ao se ignorar a avaliação das pegadas?”


 Fonte: David Biello. Scientific American Brasil
Confira o artigo na íntegra no site: http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/humanos_nao_estao_usando_mais_de_um_planeta.html

19 de nov. de 2013

O QUE MARINA RESGATA?



Por Prof. Dr. Jairton Fraga Araújo


Substancialmente as utopias da esquerda mundial revestidas da contemporaneidade e da visão de sustentabilidade dos processos de luta pelos quais homens e mulheres se debatem há milênios.

Não é uma messiânica como alguns tentam torná-la, mas substantivamente dotada de enorme força moral e filosófica.

Certamente não é dos melhores quadros técnicos em questões cruciais para o novo Brasil, todavia, revela considerável lucidez quanto ao xadrez das coisas por fazer. Creio que entende mais dos processos sociais do que dos arranjos tecnocráticos. E é aí que Marina sublima-se, moldando uma nova visão para a política, com a firmeza dos convictos e a serenidade dos que estão convencidos sobre os caminhos a trilhar.

A filha da floresta sabe o que precisa ser feito e especialmente compreende suas limitações. Sustentabilidade nos processos econômicos, sociais, políticos, culturais e tecnológicos tem sido o mote discursal de Marina e deriva daí, toda sua energia para um projeto de governança pública e de desenvolvimento sustentável.

Dessa maneira simples, e fundamentalmente autodeclarada, a seringueira do Acre, retoma e resgata valores e ideais num mundo soberbamente pragmático, dotado de excessivo esvaziamento filosófico e antidiscursivo. Mais que isso, Marina trabalha para desconstruir o mito do crescimento pelo crescimento e propõe mais, mas não do mesmo, de algo diferente – diálogos, olhares e saberes em construção. Defende um novo ativismo e um protagonismo que soa semelhante à democracia participativa dos cantões suíços.

Definitivamente, seu projeto inova, resgata, protagoniza e enche de esperanças todos, só não poderemos prever o amanhã sem utopias. Marina é a utopia necessária do Brasil no início do século XXI.


18 de nov. de 2013

ACIDENTE NUCLEAR EM FUKUSHIMA E OS RISCOS PARA O PLANETA

O acidente nuclear de Fukushima está destruindo o planeta, alastrando-se pelos oceanos, prejudicando a saúde e o bem-estar da humanidade. Entretanto, isso não é a única preocupação de ambientalistas, o desastre de Fukushima pode ser ainda maior.
Segundo  o renomado cientista David Suzuki, vencedor de 16 grandes prêmios acadêmicos, Fukushima é uma bomba relógio pronta para explodir, varrendo do mapa o Japão e provocando uma evacuação em massa do continente norte-americano. Suzuki alerta para um perigo iminente, pois caso a região da usina nuclear de Fukushima seja atingida por outro terremoto de magnitude sete ou mais, o que ainda restou dos reatores nucleares liberariam uma radioatividade extraordinária capaz de destruir o país inteiro e alastrar-se em direção à outros continentes próximos.
A usina nuclear de Fukushima onde toda a estrutura do prédio, talvez das varetas em si, estão danificadas. É fundamental reverter esse quadro porque qualquer outro desastre natural pode liberar a radiação na atmosfera e causar mais um desastre.
Um grande fator de risco é que terremotos são muito comuns no Japão, por isso, as chances de um abalo sísmico de grande escala é de 95% nos próximos 3 anos. Estamos diante de uma catástrofe que tem sido negligenciada por diversas autoridades de todo mundo. Há dois anos cientistas de diversas partes do planeta alertam sobre os riscos dos reatores da usina, mas apesar disso, só agora  a empresa responsável pela usina nuclear de Fukushima, Tepco, anunciou que começará a tentar extrair os mais de 1.200 blocos utilizados na piscina de resfriamento de combustível nuclear.
No entanto, pode ser tarde demais. Suzuki acredita que um terremoto poderá atingir a usina antes que a empresa consiga remover todo o líquido radioativo e impedir que um acidente de grande proporção aconteça. Enquanto isso, autoridades de todo mundo camuflam as evidências e fazem vista grossa para os níveis de radioatividade que crescem a cada dia.
A radiação que pode ser vazada é mais de 15 mil vezes o que foi liberado nos bombardeios em Hiroshima, na Segunda Guerra.

  • 10 sinais que o acidente nuclear de Fukushima está destruindo o planeta:

Diariamente, 300 toneladas de água radioativa da Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, são despejadas no Oceano Pacífico. Após o acidente nuclear, desencadeado por um trágico terremoto, seguido do uma tsunami , em 2011, a cidade de Fukushima foi devastada e um dos maiores vazamentos nucleares foi deflagrado.
Trata-se de um acidente nuclear sem precedentes, que coloca em escopo as discussões sobre o incentivo a produção de energia nuclear, tendo em vista os grandes impactos ambientais relacionados a esse tipo de tecnologia. Algumas das principais ONG’S de proteção ao meio ambiente tem procurado alertar a grande mídia de todo o mundo e chamar atenção para o perigo iminente que Fukushima trás à saúde e bem estar da humanidade. Separamos alguns dos principais sinais de que o acidente já está destruindo nosso planeta:
1. Ursos polares, focas e morsas ao longo da costa do Alasca estão sofrendo de perda de pele e feridas abertas. Trinta e três ursos foram encontrados nas proximidades do Alasca, Estados Unidos, em condições nunca antes documentadas.
2. Neste momento acontece uma epidemia de mortes de leões marinhos ao longo da costa da Califórnia. Segundo pesquisadores que trabalham no local, 45 por cento dos filhotes nascidos em junho morreram, registrando um evento incomum de mortalidade desses animais.
3.  Ao longo da costa do Pacífico do Canadá e da costa do Alasca, a população de salmão-vermelho tem uma baixa histórica.
4.  Os peixes que vivem ao longo de toda a costa oeste do Canadá  estão sangrando através de suas brânquias, barrigas e olhos.
5.   Uma vasta área de detritos radioativos de Fukushima, que é aproximadamente do tamanho da Califórnia, cruzou o Oceano Pacífico e está começando a colidir com a costa oeste. Isso não é contestado por nenhum Governo.
6. Em uma pesquisa feita na Califórnia, descobriu-se que 100% dos atuns analisados foram contaminados com a radiação de Fukushima.
7. Autoridades canadenses estão encontrando níveis extremamente elevados de radiação nuclear em determinadas amostras de peixes.
8. A costa da Califórnia está tornando-se uma zona morta. As rochas estão estranhamente limpas – não há praticamente nenhuma alga, craca, ouriço do mar, etc. As piscinas naturais estão igualmente estranhas, desprovidas de caranguejos, caracóis ou qualquer outro sinal de vida.
9. Estima-se que até 100 vezes mais radiação nuclear do desastre de Chernobyl já foi liberada no mar à partir de Fukushima.
10. Um estudo realizado no ano passado chegou à conclusão de que a radiação do desastre nuclear de Fukushima pode afetar negativamente a vida humana ao longo da costa oeste da América do Norte, do México ao Alaska “por décadas”.
O mapa abaixo mostra a radiação nuclear da usina de Fukushima que vem atingindo a costa americana nos últimos 2 anos:

30 de out. de 2013

RANKING DE ALIMENTOS COM AGROTÓXICOS

Segundo Anvisa, dados são preocupantes já que ingestão cotidiana dos produtos pode contribuir para surgimento de doenças crônicas
O pimentão, o morango e o pepino lideram o ranking dos alimentos com o maior número de amostras contaminadas por agrotóxico, durante o ano de 2010. É o que apontam dados do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos de Alimentos (Para) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), divulgados nesta quarta-feira (7/12). Mais de 90% das amostras de pimentão analisadas pelo Programa apresentaram problemas.
No caso do morango e do pepino, o percentual de amostras irregulares foi de 63% e 58%, respectivamente. Os dois problemas detectados na análise das amostras foram: teores de resíduos de agrotóxicos acima do permitido e o uso de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.
A alface e a cenoura também apresentaram elevados índices de contaminação por agrotóxicos. Em 55% das amostras de alface foram encontradas irregularidades. Já na cenoura, o índice foi de 50%.
Na beterraba, no abacaxi, na couve e no mamão foram verificadas irregularidades em cerca de 30% das amostras analisadas. “São dados preocupantes, se considerarmos que a ingestão cotidiana desses agrotóxicos pode contribuir para o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis, como a desregulação endócrina e o câncer”, afirma o diretor da Anvisa, Agenor Álvares.
Por outro lado, a batata obteve resultados satisfatórios em 100% das amostras analisadas. Em 2002, primeiro ano de monitoramento do programa, 22,2% das amostras de batata coletadas apresentavam irregularidades.



Balanço
No balanço geral, das 2.488 amostras coletadas pelo Para, 28% estavam insatisfatórias. Deste total, em 24,3% dos casos, os problemas estavam relacionados à constatação de agrotóxicos não autorizados para a cultura analisada.
Já em 1,7% das amostras foram encontrados resíduos de agrotóxicos em níveis acima dos autorizados. “Esses resíduos indicam a utilização de agrotóxicos em desacordo com as informações presentes no rótulo e bula do produto, ou seja, indicação do número de aplicações, quantidade de ingrediente ativo por hectare e intervalo de segurança”, evidencia Álvares.
Nos 1,9% restantes, as duas irregularidades foram encontradas simultaneamente na mesma amostra.

Para 
Em 2010, o programa monitorou o resíduo de agrotóxicos em 18 culturas: abacaxi, alface, arroz, batata, beterraba, cebola, cenoura, couve, feijão, laranja, maçã, mamão, manga, morango, pepino, pimentão, repolho e tomate. As amostras foram coletadas em 25 estados do país e no Distrito Federal. Apenas São Paulo não participou do Programa em 2010.


Publicação: 07/12/2011


21 de out. de 2013

CAERDES INICIA CURSO DE INCLUSÃO E CAPACITAÇÃO DIGITAL AOS COLABORADORES DO CENTRO

O CAERDES - Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável -, iniciou um curso de inclusão digital com a proposta de capacitar seus  colaboradores para os desafios da era virtual. A perspectiva é fazer com  que todos tenham acesso ao conteúdo e aos novos meios de tecnologia e terminem o curso com conhecimentos básicos acerca da informática.

Colaboradores em processo de aprendizagem

A ideia se originou pelo fato da necessidade de capacitar essas pessoas e  oportunizar um contato mais direto e massivo com os computadores, já que muitas delas nunca tiveram a ocasião de lidar com algum. 

As aulas tiveram início há aproximadamente um mês e acontecem nas instalações do CAERDES, que oferece uma estrutura de qualidade - laboratório de informática com 10 computadores e sala refrigerada -, sendo realizadas às  quartas e quintas-feiras, com carga horária semanal de 4 horas e ministradas pelo discente da UNEB, Saullo André de Souza Leite Melo, que cursa o 4° período de Engenharia Agronômica.   Além de contar com a estrutura, o Centro disponibiliza aos alunos todo o material básico e o aparato necessário para o andamento do curso.  

Colaboradores em processo de aprendizagem

O projeto já conta com um número considerável de alunos, todos estes munidos com o desejo de obter informações e adquirir capacitação profissional.  É importante salientar que, ao término do curso, todos os discentes receberão certificados, acentuando ainda mais o compromisso que o CAERDES tem para com o futuro profissional de cada um deles.




16 de out. de 2013

OS DESAFIOS DA PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA DE ALIMENTOS NO SÉCULO XXI

Por Prof. Dr. Jairton Fraga Araújo

Os avanços obtidos pela ciência agronômica na ampliação da produtividade vegetal e no ganho de carne na produção animal são evidentes. Passo a passo a pesquisa agropecuária desenvolveu métodos, técnicas, processos e produtos que alteraram de forma permanente o modus de produção da agricultura. Somos cerca de 7 bilhões de pessoas no planeta e, aproximadamente, 200 milhões de habitantes no Brasil que se alimentam diariamente com carboidratos, proteínas,  lipídios e outros nutrientes retirados de vegetais e animais. O primeiro desafio é ampliar a oferta de alimentos e torná-los cada vez mais de qualidade biológica e acessível às populações em especial as mais excluídas socialmente.
É nos trópicos que se encontra a grande produção de alimentos que abstece o planeta. Neste particular, o Brasil superará na próxima safra a produção de soja dos EUA, contudo, curiosamente a fome não resta eliminada do mundo. Quais as razões para tal? Porque o acesso social ao direito mais elementar que é o direito a alimentação encontra-se em muitas regiões do planeta ameaçados?
Não podemos conviver com a fome após tanto e tão significativo esforço intelectual produzindo conhecimento básico e  aplicado que possibilitou o Brasil  ocupar a vanguarda na produção de alimentos e de outros itens do setor primário.
Ampliar o acesso aos alimentos implica em assegurar o direito de todos à segurança alimentar. Para a consecução deste objetivo  o país necessita assegurar o acesso ao conhecimento , ao crédito, aos mercados às políticas de preços para os agricultores familiares, em particular aos que produzem de forma agroecológica, porque observam o capital ambiental, incluem socialmente e obtém bons níveis de produtividade e de eficiência econômica. Um país que assegure o acesso de todos ao direito mais elementar, que é o direito de alimentar-se, é um país desenvolvido.
A FAO tem destacado em seus documentos oficiais a importância da Agroecologia para a produção de alimentos por inúmeras razões, entre as quais, destaca-se a redução da dependência pelos agricultores do uso dos insumos produzidos pela indústria química - os fertilizantes e agrotóxicos. A adoção dos princípios da Agroecologia, associado a políticas públicas de preços e aquisição de produtos oriundos da agricultura familiar, a exemplo dos programas PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), que se constituem em possibilidades mercadológicas de suporte a este importante setor responsável pelo abastecimento interno de alimentos da população brasileira.
É necessário enfatizar que políticas de Estado destinadas a apoiar e fomentar a agricultura familiar de base ecológica são potencializadoras da fixação de produtores e trabalhadores rurais ao campo, podem ainda contribuir decisivamente para a redução de impactos sobre água, sobre a biodiversidade e com o resgate de variedades crioulas, além de promover a utilização de resíduos vegetais e ampliar no processo de produção, auxiliando, assim, a redução dos impactos ambientais.


13 de out. de 2013

CONHECE OS PRODUTOS ORGÂNICOS?

A diferença entre os dois produtos está na certificação. É ela quem dará ao consumidor a garantia de que produtos rotulados como “orgânicos” tenham, de fato, sido produzidos dentro dos padrões da agricultura orgânica. A certificação apresenta-se em forma de selo afixado ou impresso no rótulo ou na embalagem do produto.
Selo do produto orgânico

A regulação brasileira de produtos orgânicos especifica que os produtores orgânicos devem fazer parte do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos. Para fazer parte deste Cadastro os produtores devem estar certificados por um dos três mecanismos:
Certificação por Auditoria – A concessão do selo SisOrg é feita por uma certificadora pública ou privada credenciada no Ministério da Agricultura. O organismo de avaliação da conformidade obedece a procedimentos e critérios reconhecidos internacionalmente, além dos requisitos técnicos estabelecidos pela legislação brasileira.
Sistema Participativo de Garantia – SPG – Caracteriza-se pela responsabilidade coletiva dos membros do sistema, que podem ser produtores, consumidores, técnicos e demais interessados. legal, O SPG deve possuir um Organismo Participativo de Avaliação da Conformidade (Opac) legalmente constituído, que responderá pela emissão do SisOrg.
Controle Social na Venda Direta – OCS – A legislação brasileira abriu uma exceção na obrigatoriedade de certificação dos produtos orgânicos para a agricultura familiar. Exige-se, porém, o credenciamento numa organização de controle social cadastrado em órgão fiscalizador oficial. Com isso, os agricultores familiares passam a fazer parte do Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos.

8 de out. de 2013

PROGRAMAÇÃO DE PALESTRA DO MÊS DE OUTUBRO DO PROJETO ESTRATÉGIAS DE ACESSO SOCIAL À LEGISLAÇÃO AMBIENTAL COMO MECANISMO DE PROTEÇÃO AOS BENS DE USO COMUM

A programação de palestras do mês de outubro está concluída.
Confira nossa agenda!