6 de jul. de 2015

Petrolina terá central para venda de produtos orgânicos

A cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano, ganhará nos próximos meses uma Central de Comercialização de Produtos Orgânicos. A unidade será construída no bairro Areia Branca, na Zona Leste da cidade, através de uma parceria entre o município e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codesvasf).

Segundo a gestora da Usina de Projetos de Petrolina, Marlize Mainardes, responsável pela elaboração do projeto da Central, a ideia surgiu a partir de uma necessidade da Associação dos Produtores Orgânicos de Petrolina. “Os produtores ocupam hoje um espaço no Parque Josepha Coelho, mas nós percebemos que o local não consegue suprir a demanda e não é o ambiente mais adequado. Por isso, junto com a associação decidimos pela construção de uma feira, mas notamos que o orgânico é mais amplo que uma feira e por isso modulamos o projeto em seguimentos”, explica.

Com o novo formato, a Central será dividida em quatro partes. “Teremos uma feira para a comercialização de produtos in natura e um outro pavilhão para produtos orgânicos industrializados, como doces e geleias, além da comercialização de fitoterápicos. Teremos também um espaço com dois viveiros para que as pessoas possam adquirir mudas de plantas. A Central contará ainda com uma praça de alimentação onde serão comercializados apenas pratos preparados com produtos orgânicos”, ressalta Marlize.

A primeira parte do projeto, com custo total de R$ 900 mil, está previsto para ser entregue em novembro deste ano. O segundo módulo em 2015, e os demais pavimentos até novembro de 2016. "É um projeto importante e que atende a demanda não somente dos produtores, mas também da população. Hoje não podemos pensar que teremos uma saúde melhor apenas frequentando academia. As pessoas se preocupam também com o que estão comendo e com a procedência desses produtos. Por isso é importante investir e incentivar o trabalho dos agricultores de produtos orgânicos", destaca a gestora.


Fonte: G1 Petrolina
http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2015/03/petrolina-tera-central-para-venda-de-de-produtos-organicos.html


2 de jul. de 2015

O CAERDES desbravando fronteiras

Na última sexta-feira (26/06), estiveram visitando o Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável - CAERDES, os representantes do Ministério da Agricultura da França. O CAERDES desbravando fronteiras. O centro teve a honra de receber representantes do governo Francês. A comitiva está no Brasil para conhecer o que vem sendo feito de diferente na agricultura e na pecuária.

E ficaram encantados com o centro. Não imaginavam que algo do tipo existisse aqui no Nordeste. Além da entrevista do Profº Jairton Fraga, aos representantes da França, neste mesmo dia o CAERDES finalizou pelo turno da manhã o curso para Agentes de Extensão Rural. 


O curso teve carga horária de 48 horas. Abordando assuntos relacionados da produção de mudas até a comercialização de produtos orgânicos.O CAERDES cumprindo seu papel de disseminação de conhecimentos. Capacitando pessoas que vão ser potenciais multiplicadores de técnicas orgânicas e agroecológica.


Texto e fotos: Carlos Diogo e Carla Roane
Bolsista e Estagiária CAERDES

16 de mar. de 2015

OS BENEFÍCIOS DA AGRICULTURA ORGÂNICA


Vídeo promovido pela SNA com entrevistas de técnicos especialistas em agricultura orgânica, como o Dr. Sebastião Wilson Tivelli e Fernando Ataliba. 

Fonte: CIO OrganicsNet

13 de mar. de 2015

EM UM ANO, TOTAL DE PRODUTORES ORGÂNICOS CRESCE 51%

Fonte: Organics Net

A quantidade de produtores orgânicos aumentou 51,7% em janeiro de 2015, se comparado ao mesmo período de 2014. No período, o total de agricultores que aderiu ao modelo produtivo sustentável passou de 6.719 para 10.194. As regiões onde há mais produtores orgânicos são o Nordeste, com pouco mais de 4 mil, seguido do Sul (2.865) e Sudeste (2.333).



As Unidades de Produção também tiveram um aumento significativo. Passaram de 10.064 em janeiro de 2014 para 13.323 em janeiro deste ano, ou seja, um acréscimo de 32%. É importante ressaltar que cada produtor orgânico pode ter mais de uma unidade de produção.
Por região, o Nordeste é o que mais possui unidades de produção, com 5.228, seguido do Sul (3.378) e do Sudeste (2.228). No Norte, foram contabilizadas 1.337 unidades de produção e no Centro-Oeste, 592.
A área total de produção orgânica no Brasil já chega a quase 750 mil hectares, sendo o Sudeste a região com maior área produtiva, chegando a 333 mil hectares. Em seguida, estão as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil hectares), Centro-Oeste (101,8 mil hectares) e Sul, com 37,6 mil hectares.

Incentivo aos orgânicos
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Coordenação de Agroecologia da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), realiza campanhas anuais, como a Semana dos Orgânicos, a fim de reforçar para a população, principalmente a urbana, que os sistemas de produção orgânica se baseiam em princípios da agroecologia.
De acordo com o coordenador da área, Rogério Dias, esses sistemas buscam viabilizar a produção de alimentos e outros produtos de forma mais harmônica com a natureza e mais saudáveis. O sistema da produção ainda é baseado em princípios de justiça social em todos os segmentos da rede.

Produção orgânica
A produção orgânica tem por base sistemas de produção que adotam práticas como o uso saudável e responsável do solo, da água, do ar e da biodiversidade. Dessa forma, é reduzida a contaminação e o desperdício desses elementos. O processo aplica conhecimentos da ecologia no manejo da unidade de produção, que é manejada de forma integrado com a flora e a fauna.
Segundo Dias, esse modo de produção assegura o fornecimento de alimentos saudáveis, mais saborosos e de maior durabilidade. “Não são utilizadas práticas e substâncias que possam colocar em risco a saúde de quem produz e de quem consome, nem causar impactos negativos sobre o meio ambiente”, afirmou.
Outro ponto que ele destaca é a importância que a agricultura orgânica dá às relações sociais e de trabalho, nas quais toda a cadeia produtriva, da produção ao consumo, têm que ser considerada com a mesma atenção, buscando sempre a melhoria da qualidade de vida para todos.
Dias explicou também que, por esse conjunto de fatores, a agricultura orgânica dá mais sustentabilidade à produção agropecuária, em um número cada vez maior de regiões do mundo.
“A produção orgânica amplia a capacidade dos espaços produtivos de cumprirem suas funções ecossistêmicas, tão importantes para todos os habitantes do Planeta, o que contribui para o enfrentamento de problemas cada vez mais visíveis por todos, como o aquecimento global e a escassez de água”, avaliou o coordenador.

12 de mar. de 2015

POR QUE CONSUMIR ERVAS E TEMPEROS ORGÂNICOS?

Fonte: www.purefood.com




cibouletteSeja porque acreditamos em seus poderes de cura, seus efeitos afrodisíacos ou simplesmente porque gostamos de fazer experiências com o paladar, a verdade é que cada vez mais cozinhas estão sendo seduzidas pelos mágicos sabores de ervas e temperos de todos os tipos. Mas, raros são os chefs e apreciadores da boa mesa que param para refletir sobre a origem dos mesmos.

Como outra planta qualquer, ervas e temperos podem ser atacados no campo por todo tipo de inseto, fungo, bactéria ou vírus. Para combater estas pragas, muitos produtores convencionais esterilizam os temperos com substâncias químicas tóxicas. O mais comum é a fumigação com óxido de etileno, um gás que pode deixar resíduos prejudiciais à saúde humana. Esta substância também é altamente cancerígena, podendo causar grandes problemas para a pessoa que aplica e que se expõe prolongadamente ao produto. Devido a isso, esta substância foi proibida thymem muitos países europeus e no Japão. Além disso, para acabar com prováveis contaminações, ervas convencionais também são expostas a irradiações. Este processo não altera a aparência ou o sabor do produto, porém causa uma transformação em sua composição química levando a potenciais sub-produtos tóxicos e cancerígenos para o consumidor. Outro problema considerável na irradiação de alimentos é o perigo de acidentes no trabalho.

Uma alternativa para esterilização das ervas e dos temperos pode ser através do uso de vapor quente. O calor mata as bactérias, ou seja, cozinhar em vapor é uma forma bastante efetiva e segura para esterilizar os mesmos. Para alguns produtos, porém, esse método leva à perda de sabor e de óleos essenciais. Nesses casos, as ervas podem ser fumigadas com dióxido ou congeladas.
basilic2Em geral, deve-se procurar eliminar uma possível contaminação na fonte, minimizando assim a necessidade de esterilização. As ervas devem ser secas ao sol, em ambientes limpos, com boas condições sanitárias no local de produção. É importante que os produtos sejam testados em sua qualidade e em seu risco de contaminação nos diversos níveis de produção.
Por estes motivos, algumas empresas se preocupam hoje com o fomento da produção de ervas e temperos orgânicos.Desde 1995 a americana ForesTrade, por exemplo, vem criando parcerias com produtores da Indonésia, Índia, Sri Lanka, Madagascar e de Guatemala e hoje já conta com aproximadamente 5000 produtores. 

Estes se comprometem em seguir práticas sustentáveis como o controle biológico de pragas, o uso de compostagem e a rotação de culturas. Em troca, a empresa proporciona total apoio aos produtores, implantando novas técnicas e melhoria na qualidade do produto final. Essa nova forma de produzir está mudando as atitudes locais, mostrando resultados também na preservação das romarin2matas e do meio-ambiente e no combate a erosão.O mercado de ervas e temperos orgânicos mostra-se atualmente com uma taxa de crescimento anual em torno de 30%, comparada a menos de 2% do mercado convencional.
Em resumo, são vários os fatores que justificam este aumento de demanda: além de não serem irradiados, estarem livres de ingredientes geneticamente modificados e não conterem nenhum agente sintético, cores artificiais, sabores ou preservativos como os encontrados em temperos convencionais, ervas e temperos orgânicos também garantem uma maior qualidade de vida para o produtor, viabilizando-o social e economicamente.

10 de mar. de 2015

I CURSO DE AGROECOLOGIA PARA TÉCNICOS CHEGA AO SEGUNDO DIA

O Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável - Caerdes - promoveu neste sábado (7) mais uma aula do I Curso de Agroecologia e Agricultura Orgânica para Técnicos. Profissionais da área compareceram ao Centro para aprender um pouco mais sobre Mercado Orgânico e Interação Genótipo-Ambiente. Além disso, também fizeram uma visita de campo. Confira alguns momentos:









As aulas, ministradas pelo professor Jairton Fraga Araújo, continuam pelos dias 14 e 21 de março no Caerdes. A iniciativa do curso é uma parceria da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Texto e fotos: Mirielle Cajuhy
Estagiária em Assessoria de Comunicação

6 de mar. de 2015

BRASIL BATE RECORDE DE EXPORTAÇÃO DE ORGÂNICOS EM 2014



O Brasil fechou 2014 com receita recorde de exportações de orgânicos. O faturamento de US$ 136 milhões foi distribuído entre 60 empresas associadas. O setor mobilizou a cadeia de alimentos, cosméticos, serviços e têxtil. No interior de São Paulo, uma fazenda modelo se prepara para exportar mais produtos orgânicos em 2015. Clique aqui e assista a reportagem completa.


2 de mar. de 2015

CAERDES REALIZA O I CURSO DE AGROECOLOGIA E AGRICULTURA ORGÂNICA PARA TÉCNICOS

Profissionais da área participaram na última quinta-feira (26) do I Curso de Agroecologia e Agricultura Orgânica para Técnicos que aconteceu no Centro Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (Caerdes) da UNEB de Juazeiro.

Os participantes, atentos à primeira aula do curso, aprenderam alguns conceitos sobre a agroecologia e a produção sustentável de alimentos. O engenheiro agrônomo, Danilo de Medeiros Nunes, soube do curso através dos colegas de trabalho e se interessou pela temática. "É importante a gente ver a agricultura orgânica como um todo, não só a parte da prática. Espero me envolver mais com essa ideia e pôr em prática", explicou.



O I Curso de Agroecologia e Agricultura Orgânica para Técnicos foi ministrado pelo coordenador do Caerdes, Jairton Fraga Araújo. As próximas aulas vão acontecer nos dias 07, 14 e 21 de março no Centro de Agroecologia da UNEB. Entre os temas que serão abordados estão: Interação Genótipo-Ambiente, Manejo Ecológico do Solo e da Água e Sanidade Vegetal. 

A iniciativa é uma parceria do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Companhia do Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e UNEB.  

Texto e foto: Mirielle Cajuhy
Estagiária em Assessoria de Comunicação

23 de fev. de 2015

CAERDES PROMOVERÁ II CURSO DE AGROECOLOGIA PARA AGRICULTORES FAMILIARES EM JUAZEIRO

Visando preparar famílias de agricultores e agricultoras para a produção orgânica, o Caerdes - Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável - promoverá o II Curso de Agroecologia e Agricultura Orgânica para agricultores familiares. A iniciativa é uma parceria da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Cerca de trinta famílias do bairro João Paulo II, localizado em Juazeiro (BA), participarão das aulas. Eles já trabalham na horta comunitária do bairro há alguns anos e frequentarão o Caerdes nos meses de março e abril.

O coordenador do Centro e ministrante do curso, professor Jairton Fraga Araújo, afirma que um dos objetivos é a melhoria na qualidade de produção dessas famílias. "Queremos passar essas oficinas para que as pessoas se qualifiquem mais, discutir temas que são importantes e fundamentais à produção", diz. 

Um desses temas, segundo Jairton, é a inserção desses produtos no mercado, pois, grande parte ainda é nivelada ao mercado agrícola comum. "Você produz, mas, vende a quem? Acabam vendendo da mesma forma, pelo mesmo preço. Precisamos discutir uma alternativa em relação a isso", afirma.

O II Curso de Agroecologia e Agricultura Orgânica para agricultores familiares acontecerá nos dias 04, 11, 18 e 25 de março e 01, 08, 15, 22 e 29 de abril. Confira mais detalhes no nosso cronograma e veja como foi a primeira edição do curso na cidade de Canudos (BA). 

Texto: Mirielle Cajuhy
Estagiária em Assessoria de Comunicação


11 de fev. de 2015

CRONOGRAMAS DE ATIVIDADES DO CAERDES - FEVEREIRO / MARÇO / ABRIL

PROJETO “Integração, Ensino, Pesquisa e Extensão em Agroecologia e Agricultura Orgânica no Submédio São Francisco”
ATIVIDADES 2015

II Curso de Agroecologia para Agricultores Familiares - CRONOGRAMA DE ATIVIDADES

Parceria: UNEB – UNIVASF – CNPq
Realização: CAERDES

Março de 2015

Data
Oficina
Local
04
Agroecologia: Fundamentos e aplicação prática
Auditório UNIVASF
11
Canais Alternativos de Comercialização
CAERDES
18
Manejo Ecológico do Solo e da Água
CAERDES
25
Utilização de Sistema Simplificado de Irrigação
CAERDES

Abril de 2015

Data
Oficina
Local
01
Utilização de Fontes Alternativas de Adubos Orgânicos e Minerais Naturais
CAERDES
08
 Rochagem na Agricultura Agroecológica
CAERDES
15
Produção de Biofertilizantes Líquido
CAERDES
22
Obtenção de Mudas p/ a Produção de Hortícolas
CAERDES
29
Praticas e Uso da Adubação verde // Formulações de Defensivos Naturais
CAERDES


I Curso de Agroecologia para Técnicos - CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
Fevereiro / Março de 2015


Parceria: UNEB – CODEVASF – CNPq
Realização: CAERDES

Data
Aulas
Local
26 / 02
 Introdução a Agricultura Orgânica // Agroecologia e Agricultura Orgânica
CAERDES
07 / 03
Mercado Orgânico // Interação Genótipo – Ambiente
CAERDES
14 / 03
Manejo do Solo e da Água // Adubação Orgânica
CAERDES
21 / 03
Sanidade Vegetal  // Manejo de Plantas Espontâneas
CAERDES


2 de fev. de 2015

EXPERIMENTO DE MILHO DO CAERDES ESTÁ EM SEU SEGUNDO CICLO



O milho é um dos cereais mais cultivados em todo mundo. No entanto, isso não significa dizer que todas as espécies se adaptam em qualquer lugar. Um exemplo de adaptação, é a variedade que atualmente está sendo cultivada nas áreas de experimentos do CAERDES – Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável. O Zea mays é uma das espécies mais adequadas para o cultivo no semiárido, pois aqui, ela apresenta elevada produtividade.

O responsável pela implantação do experimento é o estudante de Engenharia Agronômica da Uneb de Juazeiro, Gilmário Noberto, com a orientação do agrônomo e coordenador do CAERDES, Jairton Fraga Araújo. Gilmário conta que essa é uma planta alta, que produz espigas grandes e que é consumida ainda em estado verde. Além disso, ele afirma que o experimento não apresentou grandes imprevistos. “O único problema que temos aqui na área é o ataque da lagarta do cartucho. Mas estamos conseguindo controlar bem, utilizando óleo de algodão que é um defensivo natural”, conta.

O estudante de Engenharia Agronômica, Gilmário Noberto, pulveriza o cultivo com um defensivo natural para prevenir pragas e doenças.

Este já é o segundo ciclo, implantado no dia 12 de dezembro de 2014 e tem colheita prevista para os dias 12 e 13 de fevereiro. Segundo Gilmário, este ciclo teve algumas vantagens em relação ao primeiro, como por exemplo, a menor quantidade de pragas. “Eu acredito que como choveu mais esse ano, não tiveram tantas pragas como no primeiro ciclo”, alega.

O que se espera desse experimento é que seja determinada uma quantidade adequada de biofertilizante para esse tipo de planta. No mais, os outros resultados esperados são semelhantes aos do primeiro ciclo, já que o manejo não foi alterado. 

Texto e fotos: Mirielle Cajuhy

Estagiária em Assessoria de Comunicação

14 de jan. de 2015

CONHEÇA CINCO CIDADES DA AMÉRICA QUE APOSTAM EM BICICLETAS E INSPIRAM CICLOVIAS DE SÃO PAULO



NY, Bogotá, Buenos Aires, Portland e Cidade do México priorizam bikes como alternativa de transporte para revolucionar a ocupação do espaço público.
Por Patrícia Dichtchekenian
A ocupação dos espaços públicos nas metrópoles é um dos principais desafios do século 21 e a expansão das ciclovias é uma das maneiras mais benéficas de revolucionar a relação entre os cidadãos e os ambientes de uso comum e de atividades coletivas. “Todo mundo está tentando se reinventar para transformar a cidade fechada de grades e muros em uma aberta em que as pessoas usufruem os espaços. São Paulo entrou atrasada nisso”, comenta a Opera Mundi Leonardo Barchini, secretário de Relações Internacionais e Federativas da Prefeitura de SP.
Temos que nos inspirar não só em cidades em que a realidade é semelhante à nossa”, diz secretário de RI da Prefeitura de SP
Nos últimos meses, a expansão das ciclovias ao redor de São Paulo gerou uma mudança comportamental da população e uma divergência de postura entre os paulistanos. “Há resistência em todos os lugares. Em todas as cidades pesquisadas, as reações foram semelhantes, porque os automóveis são mesmo mais confortáveis. Não é um processo da noite pro dia, mas é vitorioso, pois as pessoas começam a perceber que as bicicletas também são benéficas”, diz o secretário.
Embora não seja um transporte coletivo, a bicicleta também ameniza dois grandes problemas urbanos: o trânsito e a poluição (tanto atmosférica, quanto sonora). “Nem todo mundo pode andar de bicicleta, por questão de saúde, idade e condição geográfica. Trata-se de uma alternativa a mais. Não é a única, nem pode ser, mas ela precisa existir”, acrescenta.
Segundo Barchini, a função da pasta que comanda é a de procurar boas práticas de políticas públicas em vários países por determinação do prefeito Fernando Haddad. “Temos que nos inspirar não só em cidades em que a realidade é semelhante à nossa, mas também nas que podem não ser parecidas hoje, mas que já foram 40 anos atrás”, explica. No continente, cidades como Nova York, Bogotá, Buenos Aires, Portland e Cidade do México foram alguns exemplos que inspiraram São Paulo na consolidação das ciclovias. Conheça melhor o modelo de cada uma:
1) NOVA YORK: Por dia, mais de 200 mil pessoas atravessam a “Big Apple”, o que representa quase 2,5 % da população. De acordo com o Departamento de Transportes nova-iorquino, 10% das viagens feitas na cidade são de menos de 800 metros; 22% de menos de 1,6km e 56% de menos de 3,2 km. Isto é, mais da metade dos deslocamentos diários correspondem a distâncias possíveis de serem realizadas via bicicleta.

Cibike em NY: aluguéis variam de US$ 9,95 (diário) , US$ 25 (semanal)  ou US$ 95 (anual)
No início de 2013, uma parceria público privada com apoio de Citibank e Goldman Sachs deu origem à companhia de aluguel de bicicletas chamada Citibike — um fenômeno semelhante ao modelo implantando em São Paulo. Em dez meses, mais de 100 mil usuários aderiram ao plano anual, cujo valor é de US$ 95 (quase R$ 250).
“NY é um caso muito pesquisado, já que nos últimos anos tem partido de uma estratégia de privilegiar a ocupação de espaços públicos que nos inspiraram, como os ‘parklets’, ‘foodtrucks’ e o próprio Citibike’”, comenta Barchini. “A política de investimentos é muito centrada em Manhattan, por ser mais nobre e por concentrar empregos. Mas vale lembrar que lá demorou cinco anos para as pessoas assimilarem que essas medidas eram benéficas”, completa.
2) BOGOTÁ: Com 376 quilômetros, a ciclovia de Bogotá é a maior da América Latina e comporta o uso de até 1 milhão de usuários de uma vez. Na capital, 14% dos residentes deslocam-se diariamente de bicicleta ou a pé, embora o município tenha uma área marcada por aclives e declives. Por conta disso, a Secretaria de Educação de Bogotá encomendou neste ano pelo menos 4.300 bicicletas com design adaptado à ergonomia de crianças e às condições topográficas da cidade.
As construções das 'ciclorutas' — termo que designa espaços isolados destinados às bikes — começaram em 1998, na gestão do então prefeito Enrique Peñalosa. Segundo a Prefeitura de SP, uma das principais experiências de Bogotá, vista com bons olhos pelos gestores paulistas, foi seu sistema de treinamento de guardas civis metropolitanos para segurança dos ciclistas, chamados de “anjos” pelos bogotanos.
3) BUENOS AIRES: No caso de Buenos Aires, um dos principais exemplos adotados por São Paulo foram as ciclovias segregadas, isto é, que ocupam espaço protegido das faixas destinadas aos veículos motorizados. O sistema começou a ser construído em 2009 e já tem 130 quilômetros de extensão na capital argentina. Além disso, essas ciclovias foram construídas em ruas secundárias, evitando que ciclistas se exponham às altas velocidades dos carros, ônibus ou caminhões.
Bicicletas em Caminito, no bairro La Boca, em Buenos Aires: governo argentino tomou série de medidas para estimular uso
Nos últimos anos, Buenos Aires tem adotado uma série de estímulos ao uso das duas rodas: além do governo implantar um sistema de aluguel gratuito, ele também firmou convênio com 119 empresas, 28 ONGs e 8 universidades para que se estimulasse o uso de bikes entre empregados, colaboradores e alunos.
4) PORTLAND: A cidadefoi nomeada por diversas publicações norte-americanas como a cidade mais amigável para bicicletas. Na capital do estado de Oregon, 6% da população usa bikes diariamente. Essa é a maior porcentagem na América. Foi estimado em US$ 60 milhões o custo para implementar toda a infraestrutura para bicicletas na cidade — que conta com 510 km de ciclovias. Esse gasto equivale ao custo de construção de 1,6 km de via para carros.
Grupos feministas e organizações voltadas para público feminino aumentam cada vez mais em Portland
Políticas governamentais que orientaram crescimento do ciclismo em Portland começaram em 1973. Além disso, há vários programas governamentais para mulheres ciclistas, com workshops e encontros, como Women on Wheels, Sorella Forte e Let’s Race Bikes.
5) CIDADE DO MÉXICO : Uma das cidades que mais se assemelham à São Paulo em nível de industrialização e densidade demográfica tem apenas 57 quilômetros de ciclovias, mas a cidade pretende ampliar rede para 250 km até 2018. No entanto, a capital mexicana tem um trunfo na manga: o ECOBICI. Trata-se de sistema de bicicletas públicas compartilhadas, implantado em 2010. Desde então, a modalidade cresceu 200% e conta com mais de 3.600 bikes e 275 estações.
Uma das principais inovações do ECOBICi é que existe um seguro de acidentes pessoais para os usuários do sistema, que cobre gastos médicos e prevê indenizações em caso de acidentes. Todos os cadastrados são automaticamente portadores do seguro, que podem influenciar políticas públicas de segurança para cidades ao redor do mundo.
Matéria originalmente publicada no portal da Carta Maior

13 de jan. de 2015

ÍNDIA EMPREGA AGRICULTURA ECOLÓGICA PARA GANHAR DO TSUNAMI





De pé entre seus exuberantes arrozais verdes em Nagapatnam, um distrito costeiro no Estado indiano de Tamil Nadu, o produtor Ramajayam recorda como uma onda mudou toda sua vida. O tsunami asiático de 2004 arrasou seus cultivos e os de milhares de outros agricultores, na medida em que os enormes volumes de água salgada inundavam as terras férteis da região.
O desastre matou 6.065 pessoas em Nagapatnam, mais de 85% do total de mortos no Estado. Os agricultores que sobreviveram tiveram que recuperar seus campos, que em alguns lugares ficaram alagados mesmo estando a três quilômetros de distância do mar. As ondas arrasaram seus 24 mil hectares de cultivos.
A água salgada não retrocedeu e arruinou a colheita de arroz que estaria pronta para ser colhida 15 dias depois da catástrofe. Pequenos reservatórios que os camponeses cavaram com ajuda do governo se tornaram salinos, e a evaporação da água teve um “efeito corrosivo”, segundo os agricultores, que matou a matéria orgânica fundamental para futuras colheitas.
As terras de pequenos produtores como Ramajayam, não maiores do que cinco hectares, se tornaram salinas. Nem mesmo as árvores que resistiram ao embate do tsunami sobrevieram à inundação de sal, recordou Kumar, outro agricultor. “Estávamos acostumados aos desastres naturais, mas a nada como o tsunami”, afirmou Ramajayam.
O Estado e as organizações de assistência ofereceram meios de vida alternativos aos que foram prejudicados, mas os cerca de dez mil pequenos produtores afetados, que trabalham essas terras há gerações, não estavam dispostos a mudar de ocupação. Muitos ignoraram os informes técnicos alertando que a recuperação do solo poderia demorar dez anos, e plantaram sementes apenas um ano depois do tsunami. Mas nenhuma brotou.
Foi então que entraram em ação várias organizações não governamentais (ongs) e começou um período de renovação e regeneração de solos orgânicos que se converteu em um modelo para diversos lugares afetados pela mudança climática. Uma das primeiras dessas organizações a intervir foi o Movimento de Produtores Orgânicos de Tamil Nadu (TOFarM), que adotou o povoado de South Poigainallur como local para seu trabalho-piloto.
O primeiro passo foi medir a magnitude do dano. Quando foi confirmado que a terra era incultivável, a ong elaborou soluções adaptadas para cada propriedade que incluiu seleção de sementes e equipamentos baseados nas condições do solo e da topografia. Foram eliminados os depósitos de lama marinha, levantadas estruturas de contenção e os campos arados.
Foram abertas profundas faixas nas áreas, nas quais foram colocadas as árvores arrancadas pelo tsunami. Na medida em que estas se decompunham areavam o terreno. Também foram plantadas sementes de dhaincha, uma leguminosa conhecida pelo nome científico Sesbania bispinosa.
A dhaincha “é conhecida como doutora da terra, porque é um cultivo de adubo verde que cresce bem em solos salinos”, explicou M Revathi, o fundador da TOfarM. Quando as plantas dhaincha, ricas em nutrientes, floresceram após 45 dias, a terra foi novamente arada para soltá-la e abrir seus poros. A compostagem e o adubo agrícola foram acrescentados em etapas antes de semeadora. Hoje em dia, o processo é uma mostra da capacidade que têm as soluções orgânicas.
Os agricultores pobres de Tamil Nadu dependem da ajuda pública para subsistirem. Todo mês o Sistema de Distribuição Pública do Estado entrega três toneladas de arroz a mais de 20 milhões de pessoas. Por sua vez, o Estado compra as colheitas por um preço fixo que é muito inferior ao do mercado, embora garanta aos produtores uma renda estável.
Desta forma, os aproximadamente 13 mil pequenos agricultores do Estado ganham apenas o suficiente para cobrir suas necessidades mensais. E em lugares como Nagapatnam, onde as fontes de água doce ficam 25 metros abaixo do nível do solo, os que dependem da agricultura de seca têm uma grande desvantagem.
Quando o tsunami se apoderou da terra, muitos temiam que nunca se recuperariam. “A quantidade de micróbios na cabeça de um alfinete, que deveria ser quatro mil em terra boa, caiu para menos de 500 nesta região”, disse Dhanapal, um agricultor de Kilvelur, em Nagapatnam e diretor da Associação de Agricultores do Delta Cauvery. Mas a ajuda não estava longe.
O produtor S. Mahalingam tem uma plantação de arroz de pouco mais de três hectares perto de um canal em North Poigainallur, cujos cultivos foram arrasados pelo tsunami. Várias ongs, com apoio privado e de organismos humanitários, bombearam a água marinha dos campos de Mahalingam e distribuíram sementes gratuitamente enquanto o governo estatal perdoou sua dívida pendente por um empréstimo agrícola.
Além do esterco produzido pela granja, Mahalingam utiliza as folhas de diversas árvores autóctones com adubo verde. As chuvas posteriores também ajudaram a eliminar parte da salinidade. O produtor semeou variedades tradicionais de arroz resistentes ao sal, chamadas kuruvikar e kattukothalai. Em dois anos sua propriedade se recuperou, o que lhe permitiu continuar com o cultivo de arroz e verduras.
A ong Kudumbam, com sede em Trichy, inovou com outros métodos, como o gesso, para reabilitar as terras inundadas. O agricultor P. I. Manikkavasagam, por exemplo, recebeu ajuda da organização para recuperar seus dois hectares de terras. Recorrendo a uma prática milenar, cavou trincheiras e as encheu de folhas de palmeiras que crescem em abundância ao longo da costa. A Kudumbam fornece biofertilizantes, como fosfobactéria, azospirilum e acetobacter, cruciais para dar vida à terra alagada.
“A percepção geral é que a agricultura orgânica necessita anos para gerar bons resultados e renda. Mas, durante os trabalhos de reabilitação após o tsunami, demonstramos que em menos de um ano os métodos orgânicos podem dar melhores resultados do que os químicos”, ressaltou Revathi, da TOFarM. Envolverde/IPS