20 de ago. de 2015

Rede Pró-vida agora passa a se chamar Rede Via Natural

Por: Augusto Jackson 


Anteriormente conhecida como Rede Pró-Vida, agora passa a chamar-se REDE VIA NATURAL, constituída por associações de agricultores orgânicos, organizações não governamentais (ONGs), empresas privadas e públicas além de instituições de ensino, pesquisa e fomento da região do Vale do São Francisco, estiveram reunidos no Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável – CAERDES, unidade da Universidade do Estado da Bahia, no último dia 19 de agosto para discutir a organização do  I ENCONTRO DE PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA E ORGÂNICA DO VALE DO SÃO FRANCISCO como atividade preparatória  para o “I Encontro sobre saúde, produção orgânica e consumo consciente – O que está no seu prato?” que ocorrerá em março/2016.


O evento acontecerá nos dias 29 e 30 de outubro de 2015 e debaterá produção orgânica e terapias naturais para a saúde. Por meio de palestras, oficinas e debates sobre saúde, produção orgânica e uma boa alimentação, o foco do evento é abrir discussão sobre os conhecimentos necessários a ampliação dessas atividades para toda a região do Vale do São Francisco, com  circulação de informações tanto pelo público quanto pelos palestrantes. Em breve será divulgada toda a programação e como as pessoas poderão inscrever-se no evento. 

Programa Globo Repórter exibido no dia 14.08.2015 com tema produção orgânica.

Programa Globo Repórter exibido no dia 14.08.2015 com tema produção orgânica. 

CAERDES: Reportagem da TV São Francisco Sobre Produção Orgânica e Agroecologica. Juazeiro-BA 12 - 08 - 2015

CAERDES: Reportagem da TV São Francisco Sobre Produção Orgânica e Agroecologica. Juazeiro-BA 12 - 08 - 2015

17 de ago. de 2015

Os Des(caminhos) da moderna agricultura

Por: Jairton Fraga  Araújo
Coordenador do Caerdes

Desde que a agricultura surgiu na terra, há cerca de 10.000 anos atrás, a vida no meio rural vem sendo paulatinamente alterada, como resultado dos “avanços” obtidos pela ciência e  pela tecnologia na busca incessante por uma vida material, mais confortável sob todos os aspectos, inclusive, o do prolongamento da vida como resultado das técnicas, produtos e serviços desenvolvidos pela inteligência humana. Entretanto, tais conquistas sempre foram contaminadas pelo objetivo do ganho econômico financeiro de curto e médio prazos.

Não podemos tecer críticas sinceras ao ganho econômico se não forem, precedidas de preocupação com os bens e valores maiores – a vida, a saúde, o alimento e a espiritualidade, por fim o bem estar humano! Como vamos construir uma sociedade espiritualizada sem submetermo-nos  às conquistas materiais, ao crivo da razão?  Assim o advento da revolução industrial, trouxe importantes conquistas, mas não é menos verdade, que também trouxe muitas externalidades negativas.

Não é necessariamente o aumento populacional e a fome, que justificam o modelo de produção agrícola em larga escala. Tal argumento tem sido empregado como sofisma, e esconde a lógica exclusiva do “ganho pelo ganho”. Pois a fome prossegue e mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, seguem se alimentando muito mal, enquanto países como o Brasil, bate recordes sobre recordes de produção de grãos ( em 2015, foram 220 milhões de toneladas). Se o modelo industrial adotado, objetiva ampliar a oferta de alimentos no planeta, como  se justifica, a fome e a morte de pessoas pela falta de alimentos?

Como explicar que as vacas leiteiras na Europa e nos Estados Unidos se alimentem mais e melhor, que 1 bilhão de pessoas? Como explicar que o advento da tecnologia dos transgênicos ampliou no Brasil o consumo de agrotóxicos quando nos foi apresentado esta tecnologia como responsável pela redução dos mesmos. Falácia, sofisma, mentira, jogo de interesse econômico. Por trás dessa indústria, está um modelo que ignora a primazia da “vida sobre o lucro”. Uma mentira final, não poderíamos formar estoque alimentar para os períodos de crises climáticas ou quaisquer hecatombes, com um modelo de produção agrícola que não privilegiasse as altas produtividade. Que mentira! Essa mesma lógica que governos e empresas tentam, mistificar! Mas não explica como as melhores variedades de milho, arroz, trigo, etc, simplesmente desapareceram dos círculos rurais, e em seu lugar vicejou a cultura do comprar a “semente programada" tida como moderna, produtiva. homogênea, eliminando muitas vezes, materiais nativos com enorme  variabilidade gênica e por certo, com características únicas para programas de melhoramento genético clássicos.
Ressurgem com muita intensidade nos séculos XX e inicio do XXI às muitas agriculturas: orgânicas, biodinâmica, natural, regenerativa, alternativa, agroecológica, permacultura e biológica anunciando não o final da historia, pelo contrario, que a historia continua sendo escrita pelos agricultores tradicionais (índios, quilombolas, agricultores descendentes de europeus, pequenos empresários rurais e mais recentemente até  grandes empresários rurais com preocupação sócio-ambiental ). Diferentes modelos e formas, como é à vida, diversa! Mas com um traço em comum, resgatando valores e técnicas e um modo de produção que privilegia as pessoas, a vida e a saúde da espaçonave terra, que veio sem manual de instrução e nós, seus tripulante temos o dever de conduzi-la para um futuro de luz.




 

13 de ago. de 2015

CAERDES realiza palestras no município de Tanquinho-BA.

Por: Augusto Jackson 


Agricultura orgânica pratica a produção agrícola sustentável com o objetivo de promover e proteger o meio ambiente (ecossistemas) e a biodiversidade e também contribuir para a redução de custos. Assim, a agricultura orgânica preconiza o uso de práticas de manejo naturais em oposição ao uso de agrotóxicos, transgênicos e adubos químicos na agricultura. Considerando essas praticas o Consórcio Portal do Sertão, que integra 14 municípios da região de Feira de Santana, convidou o professor Jairton Fraga de Araújo, e coordenador do Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (CAERDES) para proferir uma palestra no município de Tanquinho-Ba, sobre “a produção orgânica e agroecológica de alimentos”, direcionada para agricultores familiares.


A palestra aconteceu na ultima quarta-feira (12) no auditório da Câmara de Vereadores de Tanquinho, onde os pequenos agricultores  demonstraram interesse pelo assunto e no desenvolvimento dessas atividades em suas propriedades.  Para umas das organizadoras do evento, Vivian Ramalho, bióloga e técnica de campo em Tanquinho, o motivo para a organização do evento, foi a necessidade de levar aos agricultores informações e conhecimentos, específicos que tinha obtido com o citado professor, em outra palestra que aconteceu em Juazeiro-Ba. “Participei de um intercambio em Juazeiro, em que o professor Jairton ministrava uma palestra, e ali viu, que o CAERDES dispunha de informações muito proveitosas e de grande valia para serem  repassadas  aos agricultores de Tanquinho” Afirma Vivian.

A prática da agricultura orgânica requer  mão-de-obra, assalariada ou familiar. E por isso é   uma  opção importante para o  meio rural, com a vantagem adicional de preservar a saúde do trabalhador  e não causar danos ao ambiente. Além do que, esses agricultores reduzem bastante o custo de suas produções, sejam elas para consumo próprio ou para comercialização do excedente. Entre os temas da palestra - a produção de compostagem e biofertilizantes, que podem ser produzidos a partir de recursos gerados nas propriedades, tais como: podas de plantas, resíduos de frutas, legumes, cinzas, entres outros materiais orgânicos, receberam na palestra atenção especial pelo fato de poderem ser utilizados como matérias primas para produção dos adubos orgânicos.



Para a agricultora Noêmia de Jesus Silva, a palestra foi de extrema importância, pois ela pôde absorver conhecimentos, que antes eram desconhecidos por ela.  Noêmia diz, “pude aprender como realmente adubar a terra, e a produzir de uma maneira saudável” ela ainda finaliza dizendo: que pretende colocar em prática tudo  que aprendeu, para poder ter uma renda melhor. Maria das Graças,  também agricultura, diz que ficou surpresa de como pode se utilizar os próprios recursos da propriedade para obter uma boa produção, e que é importante saber utilizar e produzir com os  recursos existentes na própria área.



7 de ago. de 2015

Podemos coexistir? A busca por uma ciência espiritualizada


Por: Jairton Fraga  Araújo
Coordenador do Caerdes



Séculos após o iluminismo, a civilização começa a perceber a profusão de equívocos cometidos quotidianamente em sua incessante tentativa de subjugar a natureza do planeta e a essência humana.  De aliados e sócios no porvir, ao valor monetário estabelecido a objetos, propriedades e pessoas, construirmos relações vazias e com des(valor) ético-moral .

Pouco a pouco a humanidade da-se conta de que  necessita de novos valores que constituam a base axiológica de uma nova cultura, talvez como diz o Profº Sérgio Mascarenhas, Catedrático da Universidade de São Paulo (USP), uma “terceira cultura”, a da convergência entre os saberes da humanidade e das artes, da ciência e da tecnologia.


Talvez comecemos a perceber, por exemplo, que a vida se expressa por ciclos, estações e ritmos. E por isso, há um tempo, para tudo, o “tempo do próprio tempo”. Saber, portanto, ouvir, esperar e respeitar numa sinfonia cuja escuta é sensível.

Ken Wilber, criador do movimento integral, descreve como evoluímos de nômades caçadores a agricultores, e depois passamos da revolução industrial pós-industrial e a informática, chegando a próxima transição: a era da CONSCIÊNCIA.  É isso, a tomada de consciência é um movimento integral, definitivo e irreversível, que impactará a vida, suas relações e os modos de produção econômica.

Nesta perspectiva, a vida é uma escuta sensível, pois se localiza no  cerne e na periferia ao mesmo tempo, desse momento transicional intrigante. Entender a vida como bem maior e todo o resto, como conquista civilizatória superveniente ao caminhar da humanidade com responsabilidade. Estamos todos doentes, em nossas indefinições, imprecisões e vicissitudes, sequer compreendemos nossa própria natureza, como espíritos famélicos.

Procuramos respostas no mundo exterior e nunca consultamos à própria  consciência, que por sua vez, reflete a comunicação da responsabilidade individual pela saúde do planeta terra. A espaçonave terra, veio sem manual de instrução, nos assevera R. Buckminster Fuller, nós, portanto, temos que pilotá-la com nossas limitadas percepções intelectuais e nossa despudorada tendência a dominar, como idealizou Francis Bacon, que defendia que com o conhecimento cientifico poderíamos exercer controle sobre a natureza. Tal ciência materialista não é verdadeira, pois ignora o “espírito do tempo” que se manifesta na essência das coisas, assim nos revela a física quântica afirmando que o universo carrega em si um elemento psicoespiritual  e uma  dimensão físico-material. Por isso, Thomas Berry, em “o Sonho da Terra” sustenta  que a nova história que já está sendo escrita, vai cada vez mais se desenvolver onde a ciência e a espiritualidade possam coexistir e pessoas, linguagens e valores possam emergir, reeditando o sonho do ser integral.


5 de ago. de 2015

Produção de biofertilizantes de forma simples e econômica

Por: Augusto Jackson 

Desenvolver tecnologia para uma agricultura sustentável, mantendo o distanciamento de insumos sintéticos como adubos e agrotóxicos e fomentando o uso de fontes orgânicas ou organismos-minerais naturais.  Esse é um dos maiores objetivos do Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (CAERDES) do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) da Universidade do Estado da Bahia (UNEB) de Juazeiro, que realiza uma demanda de pesquisas, e obtém informações para a correta produção de alimentos em sistemas orgânicos.

Um dos desafios para a agricultura sustentável tecnologias  é desenvolver um método de Produção que possam produzir alimentos em  grandes quantidades  e com boa  qualidade, sem agredir o planeta. A cada momento, os consumidores e agricultores percebem a importância e a necessidade de produzir e consumir alimentos saudáveis, livres de agrotóxicos, por exemplo.

No CAERDES, essas alternativas naturais existem e uma delas é a produção de biofertilizantes. O biofertilizante é um adubo orgânico líquido produzido em meio aeróbico ou anaeróbico a partir de uma mistura de materiais orgânicos (esterco, frutas, leite), minerais (macro e micronutrientes) e água. A estudante do Curso Técnico em Agricultura do Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco - CETEP e estagiária do CAERDES Roseane Galdino explica que esta fazendo um biofertilizante à base de esterco, melaço de cana, água, e restos de frutas “esta mistura tem que ficar acondicionada em um recipiente até fermentar, e ficar com condições para uso nos cultivos orgânicos”

A estudante explica também que a produção de biofertilizantes é uma contribuição para aproveitamento de resíduos orgânicos gerados em propriedades. No entanto, torna-se necessário que este processo seja utilizado com eficiência, de maneira que a qualidade do insumo obtido possa proporcionar ao sistema aportes adequados de nutrientes e de agentes biológicos do solo para o desenvolvimento equilibrado das plantas

Roseane afirma que é importante utilizar as dosagens certas para a aplicação de biofertilizantes nas plantas.  “A aplicação do produto tem que ser de acordo com a necessidade da planta, porque assim como os produtos químicos, o biofertilizante  utilizado inadequadamente pode ocasionar danos nos vegetais ”. Finalizou ela.

O coordenador do CAERDES, professor Jairton Fraga Araújo, explica que uma das grandes vantagens de produzir e utilizar este produto, é a  redução de custos “ aspecto fundamental para viabilizar a agricultura orgânica, pois  através da eliminação do uso dos fertilizantes químicos pode-se obter um alimento a um preço menor” ressalta o coordenador.  Prossegue afirmando, que dá para fazer o produto com as matérias geradas na própria propriedade  como: restos de podas, palhas e restos de frutas. “Os biofertilizantes podem ser  aplicados via foliar auxiliando no controle de  insetos, pragas e doenças. De modo geral o biofertilizante  tem um efeito nutricional, aumentando  a atividade vegetal,” destacou.


O professor explica que o biofertilizante alimenta e protege a planta, pois se a ela  estiver bem nutrida e tratada, consegue se proteger dos ataques de microorganismos: fungos, insetos, bactérias etc.“Ele ajuda a melhorar  microbiologia do solo, aumentando a população de microorganismos do solo, disponibilizando nutrientes e aumentando os níveis de produtividade”. Finalizou. 

4 de ago. de 2015

Lâmpada criada por engenheira precisa de apenas água com sal para iluminar



Mais de 1,3 bilhão de pessoas vivem sem energia elétrica em todo o mundo, segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). Como se não bastasse esse dado alarmante, ainda há mais de 670 milhões de lâmpadas alimentadas por querosene - que além de caras, representam riscos tanto à saúde humana como ao meio ambiente de forma geral, devido à poluição atmosférica.

Ao pensar nisso, a engenheira Aisa Mijena desenvolveu uma fonte de luz de baixo custo, que precisa de apenas um copo d’água e duas colheres de sopa de sal – dosagem que garante oito horas de luz.

A The SALt Lamp, como foi batizada, também funciona com a água do mar. Seus eletrodos podem trabalhar durante um ano inteiro sem precisarem ser substituídos. Essa fonte econômica e segura (não provoca incêndios, por exemplo) é também uma ótima alternativa para crises de energia elétrica.

Funciona assim: as células galvânicas, que convertem a energia química em energia elétrica, alteram os eletrólitos e geram assim uma solução não tóxica. Lançada recentemente nas Filipinas, a The SALt Lamp será comercializada em breve para todos os tipos de consumidores. A pré-venda já se encontra disponível no site da companhia, onde é possível conhecer outros produtos ambientalmente responsáveis, como um carregador de dispositivos eletrônicos portáteis.

24 de jul. de 2015

Recicle o seu lixo orgânico e ajude na sustentabilidade do planeta

Por: Augusto Jackson 

Fazer um adubo orgânico é simples e prático, e faz um grande bem para as hortas e jardins.  Além de ser uma ação sustentável, ajuda na redução dos resíduos que chega todos os dias aos lixões. Segundo uma pesquisa do Instituto de Engenharia Mecânica do Reino Unido (IMechE), quase metade da comida produzida no mundo é jogada fora e boa parte desse desperdício acontece nas casas.

Grande parte de todo o lixo doméstico é formado por resíduos orgânicos, e se cada pessoa que tiver um jardim ou horta em casa, reciclasse o seu lixo orgânico, ajudaria bastante o planeta, que a cada dia está sendo destruído com toneladas de lixo que se lança sobre ele. Assim, cada pessoa contribui para a redução do lixo orgânico que vai para aterros, gerando, posteriormente, gases que contribuem para a poluição da atmosfera.  

COMPOSTAGEM- O material para se fazer um bom adubo orgânico vai depender bastante do que cada pessoa possui em casa. Primeiro passo é obter uma caixa em que se pode montar a composteira.  O estagiário do CAERDES Alexsandro Lucindo,  explica que se deve montar por camadas. Ele reforça que o material a ser usado pode variar de acordo com o que cada pessoa possui em casa.  Pode ser feita com alguns elementos como uma camada de folhagem, depois cascas de frutas, folhagens, restos de comidas, mais folhagens e depois molhar “o tempo para molhar vai depender da quantidade  do material colocado para a compostagem, que pode variar  entre  3 dias”

Alexsandro explica também que se pode fazer composteira, com folhagens, cinzas, esterco, e mais folhagens “é importante que o material esteja bastante triturado ou em pedaços bem pequenos para agilizar a decomposição dos nutrientes” explica. Ele ainda acrescenta que é importante que a água possa escorrer da composteira, pois ela não pode ficar acumulada. No Caerdes, como a demanda de adubo orgânico é grande, a produção é feita no chão mesmo, mas isso não interfere na qualidade do adubo.

De acordo com o estagiário qualquer material que seja orgânico, pode ser usado para que o adubo possa ter mais nutrientes. Durante o período da compostagem, microorganismos irão transformar esse material que se foi depositado ali, em um material bastante espesso, bem parecido com um solo e bastante nutritivo, o composto. Uma composteira pode ser feita em um quintal, jardim e até em pequenos espaços, como uma área de serviço.


“É muito importante fazer esse adubo, pois ajuda na sustentabilidade, e além de estar tirando isso da natureza e depois devolvendo para ela mesmo em forma de adubo. Disse Alexsandro. Ele ainda afirma que alem de econômico, a pessoa deixa de compra agrotóxico para suas plantas e  assim contribui muito mais no equilíbrio do ecossistema. 

23 de jul. de 2015

Orgânicos a preços acessíveis?



Brasil ostenta o indigesto posto de campeão mundial no consumo de agrotóxicos, com uma média de um milhão de toneladas por ano, segundo dados divulgados em abril pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca). Só para se ter ideia, casa brasileiro consome uma média de 5,2 kg dessas substâncias a cada ano, fator que pode desencadear intoxicações agudas, crônicas e até mesmo câncer.
Os alimentos orgânicos, que dispensam os agrotóxicos em sua produção, são uma boa alternativa ao problema. A questão é que, geralmente, eles custam bem mais do que os produtos convencionais, o que impede sua popularização na mesa dos brasileiros. Ao pensar nisso, o Instituto Chão passou a comercializá-los, na Vila Madalena, em São Paulo, pelo mesmo preço proveniente dos produtores. – um dos fornecedores é o Sítio Escola Portão Grande.
Assim, um pé de alface orgânico que pode custar até R$ 4 em um supermercado ou hortifruti, por lá é comercializado por até R$ 2.
Instituto Chão é uma associação sem fins lucrativos que é construída colaborativamente – para a inauguração e compra do primeiro lote de orgânicos, por exemplo, o grupo fez um projeto de financiamento coletivo.
Diversidade de produtos
Além de frutas, legumes e verduras, a associação oferece uma série de chocolates, patês, queijos, mel, farinha, óleos e bebidas, além de um café, que serve lanches e bebidas – todos orgânicos.
Bem que iniciativas semelhantes poderiam se espalhar por todo o Brasil, não é mesmo? Recentemente, o EcoD mostrou o Mapa de Feiras Orgânicas, que pode te auxiliar a encontrar esses alimentos mais saudáveis, com preços acessíveis, perto de você. (EcoD/ #Envolverde)
* Fonte: site EcoD
Publicado originalmente no site EcoD.

Rede Pró-vida se reuni para organizar "I Encontro sobre saúde, produção orgânica e Consumo Consciente "




A Rede Pró-vida, que é um coletivo constituído por associações de agricultores orgânicos, organizações não governamentais, representações de empresas privadas e públicas além de instituições de ensino, pesquisa e fomento da região do Vale do São Francisco, estiveram reunidos no Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável – CAERDES, unidade da Universidade do Estado da Bahia no último dia 20 de julho discutindo a organização do “I Encontro sobre saúde, produção orgânica e Consumo Consciente – O que está no seu prato?”. Deliberou-se que o evento ocorrerá em março de 2016 e será precedido de dois ciclos de debates em outubro e novembro de 2015 versando respectivamente sobre produção orgânica e terapias naturais para a saúde. Durante os ciclos, acontecerão palestras, oficinas, feiras e debates tudo voltado para saúde, produção orgânica e uma boa alimentação. Deliberou-se que a próxima reunião, será dia 04 de agosto próximo às 14:00 horas, no Recanto Madre Paulina, quando a programação e demais aspectos atinentes serão definidos.

16 de jul. de 2015

Agricultura de Mato Grosso está em xeque, dizem especialistas

Os investimentos em insumos modernos não estão dando conta de melhorar a produtividade das lavouras
Sérgio de Oliveira


O espírito da veterana engenheira agrônoma Ana Primavesi, autora do clássico “Manejo Ecológico do Solo”, pairou sobre o I Simpósio Agroestratégico “Repensando a agricultura do futuro”, promovido pela Aprosoja-MT em Cuiabá nesta quinta-feira, 9 de julho. Primavesi foi uma das pioneiras na preservação do solo e recuperação de áreas degradadas, abordando o manejo do solo de maneira integrada com o meio ambiente, o que soava como uma nota dissonante frente à chamada revolução verde, que pretendia resolver todos os problemas da agricultura com a aplicação de adubos químicos e agrotóxicos. Foi taxada de ecologista e seus ensinamentos não foram absorvidos na medida da sua importância para a agricultura tropical.
“Ela tinha razão, pena que não escutamos a velhinha”, desabafou o agrônomo formado pela Esalq e produtor rural José Eduardo Júnior, que planta 1.200 hectares no médio-norte de Mato Grosso. Segundo ele, a agricultura está numa encruzilhada, com o atual sistema de produção incapaz de responder aos investimentos. “O solo está pedindo socorro, está doente, esgotado com a monocultura da soja em sucessão com milho e algodão”.
Este foi o tom que dominou o evento, em que pesquisadores da Embrapa e da Fundação Mato Grosso assinaram embaixo das palavras de José Eduardo. Para uma plateia de  uma centena de produtores rurais de todo o estado, eles criticaram o modelo atual e pregaram o estabelecimento de um “sistema de produção” e não apenas de “sistemas de cultivo”, como tem sido praticado – ou seja, o agricultor não pode levar em conta apenas o que fazer na próxima safra, mas sim obter resultados nas lavouras garantindo que os recursos naturais mantenham-se à disposição ao longo dos anos.
“A produtividade da soja está estagnada há quinze anos, a do algodão também, com um agravante: quase todo dia o agricultor tem que entrar pulverizando a plantação, às vezes chega a 30 no caso do algodão”, disse o pesquisador Leandro Zancanaro, da Fundação MT. “Usamos cada vez mais tecnologia e nada de aumentar a produtividade. Nunca investimos tanto, mas cadê os resultados”. Para ele, está-se confundindo ferramentas tecnológicas com tecnologia, que significa conhecimento e não equipamento. “Não sei se agricultura de precisão é conhecimento... Nós não procuramos entender as plantas. Áreas corrigidas há muito tempo começaram a ter outros problemas”. Zancanaro citou a revista AgroDBO de agosto de 2014 que tratou do campeão de produtividade Cesb do ano passado. “Ele teve alta produtividade, mas a revista registrou que foi numa área pequena e que se diferenciava do restante da propriedade”.
José Eduardo Júnior mostrou o que vem fazendo desde 2007 para driblar os caprichos da natureza: observá-la. “Temos que aprender com ela”. Em sua propriedade, ele implantou um sistema que integra rotação de culturas, consorciação, plantio de cobertura, sempre em plantio direto, até mesmo de arroz, além da soja, milho, braquiária, crotalárias, pé-de-galinha, nabo forrageiro, milheto e trigo mourisco. Segundo ele, já no primeiro ano notou diferenças na lavoura, que passou a contar com um volume maior de matéria orgânica no solo, e a cada ano que passa percebe maior produtividade nas culturas. A matéria orgânica proporciona o equilíbrio e diversificação da microfauna do solo – hoje ele convive sem problemas com nematoides, pois estão em equilíbrio no ambiente - e o aumento da fertilidade em geral do solo, o que tem proporcionado à sua fazenda um ganho até 60% maior que a média da região, entre economia de adubo e defensivos e elevação da produtividade.
“Esta é a nova onda da agricultura, que nada mais é do que a velha fórmula da dra. Primavesi”, define Júnior. Zancanaro emenda: “Temos um ganho com a genética, mas a condição fitossanitária está se agravando e é ela que vai nos fazer mudar".
 

Fonte: Portal DBO


7 de jul. de 2015

Alunos de agronomia da Uneb de Juazeiro (BA) retornam de estagio supervisionado realizado em fazenda no Ceará

Por: Augusto Jackson 





Estudantes do Campus III da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), em Juazeiro, realizaram estágio supervisionado em fazenda localizada na cidade de  Ubajara-CE. Victor Hugo Freitas e Natali Moura Costa, são alunos do curso de Engenharia Agronômica do Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais (DTCS) e realizaram estágio supervisionado na empresa Amway Nutrilite do Brasil com o intuito de aprofundar seus conhecimentos sobre produção orgânica de alimentos, em escala industrial  e se familiarizarem com o  mercado de trabalho.




O coordenador do Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (Caerdes) e diretor do DTCS, professor  Jairton  Fraga Araujo, explica que tem como um dos seus objetivos proporcionar aos estudantes de graduação um intercâmbio com fazendas, Universidades e Extensão rural em outros estados, e região para que eles possam consolidar  seus conhecimentos.  “Para complementar a formação que os alunos que são vinculados ao Caerdes tem procuramos encaminhá-los para fazendas onde há produção orgânica para aperfeiçoarem seus conhecimentos”, explicou.


Os alunos ao chegarem à instituição passaram por treinamentos, como de segurança, questões ambientais que a empresa preserva, sustentabilidade,  conheceram as políticas da empresa,  palestras,  simulação de auditoria pela fabrica. Os estudantes passaram três meses na empresa, e a própria arcou com todas as despesas, hospedagem, alimentação, transporte, além de uma bolsa auxilio durante o período do estágio.  

 
"Essa área é um universo ainda muito masculino, quando eu cheguei lá foi  um choque. O campo ainda é muito  tomado   por homens, poucas são as mulheres. No inicio senti um certa barreira, mas depois do convívio das trocas  de experiências, eles começaram a me enxerga como profissional"  Afirma Natali Moura. Foto:Augusto Jackson














Victor e Natali participaram ativamente de todas as atividades da empresa. “se me dei bem lá, foi graças ao Caerdes, tudo o que eu fazia aqui, lá só foi uma extensão, Graças ao professor Jairton” Afirma Natali.   Ela ainda acrescenta que o que facilitou o trabalho dela na fazenda, foi a base de conhecimentos que já tinha adquirido no Caerdes com o professor e que depois desta experiência se apaixonou mais pela agronomia e essa oportunidade só veio confirmar o seu amor e consolidar a sua paixão pela agronomia. “Eu quero ser agrônoma. Foi e está sendo uma realização. Realmente o que eu quero é trabalhar com a agricultura orgânica, e lá me possibilitou ver que isso é possível” Finalizou a estudante.  


Victor Hugo diz que não teve uma expectativa, por que ainda não sabia como era a estrutura da empresa, que ao chegar na empresa, deparou  com uma grande estrutura, tanto em recursos tecnológicos quando na relação  pessoal com as pessoas. Isso o surpreendeu de como todos são bem tratado sem depender do cargo que tinha. Ele ainda diz, que a principio o foco foi passar a confiança para a empresa, de que eles ali estavam capacitados, para depois poderem opinar durante os trabalhos realizados. “Às vezes ficava um olhar meio duvidoso, para a gente, às vezes víamos uma coisa que não estava certa, mas para podermos da a nossa opinião demorou certo tempo”. Lembra-o.


"Com essa experiência, percebei que é possível produzir em grande escala de uma  maneira sustentável,
 e é isso eu quero levar para minha vida pessoal  e profissional." Diz Victor Hugo- Foto: Augusto Jackson
Victor Hugo diz que não teve uma expectativa, por que ainda não sabia como era a estrutura da empresa.  Ao chegar lá, deparou- se com uma grande estrutura, tanto em recursos tecnológicos quando na relação pessoal com as pessoas. Isso o surpreendeu de como todos são bem tratado sem depender do cargo que tinha. Ele ainda diz ainda que a principio o foco foi passar a confiança para a empresa, de que eles ali estavam capacitados, para depois poderem opinar durante os trabalhos realizados. “Às vezes ficava um olhar meio duvidoso, para a gente, às vezes víamos uma coisa que não estava certa, mas para podermos da a nossa opinião demorou certo tempo”. Lembra-o.

Hugo diz que aprendeu muito durante o período em que estava lá, a vivencia com o campo, isso o ajudou muito no conhecimento técnico agronômico “muitas vezes no curso de agronomia não temos tanto a pratica, e graças ao Caerdes não senti muitas dificuldades em ir a campo, pois antes aqui já tínhamos o contato com a pratica. Mas pude aproveitar e aprender outras coisas como gerenciamento, fluxograma de produção”. Afirmou. Ele ainda acrescenta que com essa experiência, percebeu que é possível produzir em grande escala de uma  maneira sustentável, e é isso que ele quer levar para a sua vida pessoal  e profissional.


A fazenda/indústria Amway Nutrilite é Líder mundial de vendas de suplementos de vitaminas e mineral, está presente em cerca de 80 países.  De acordo com coordenado jairton Fraga Araujo, no Ceará, é produzido acerola, com o objetivo de extrair o ácido escorbuto que irá se transforma na vitamina C, além de produzir agrião para suplementação e uma planta conhecida popularmente como picão preto, de onde se extrai um Antiinflamatório. Tudo o que se produz nesta empresa é orgânico, não se usa nenhum componente químico em suas produções.

6 de jul. de 2015

Petrolina terá central para venda de produtos orgânicos

A cidade de Petrolina, no Sertão pernambucano, ganhará nos próximos meses uma Central de Comercialização de Produtos Orgânicos. A unidade será construída no bairro Areia Branca, na Zona Leste da cidade, através de uma parceria entre o município e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codesvasf).

Segundo a gestora da Usina de Projetos de Petrolina, Marlize Mainardes, responsável pela elaboração do projeto da Central, a ideia surgiu a partir de uma necessidade da Associação dos Produtores Orgânicos de Petrolina. “Os produtores ocupam hoje um espaço no Parque Josepha Coelho, mas nós percebemos que o local não consegue suprir a demanda e não é o ambiente mais adequado. Por isso, junto com a associação decidimos pela construção de uma feira, mas notamos que o orgânico é mais amplo que uma feira e por isso modulamos o projeto em seguimentos”, explica.

Com o novo formato, a Central será dividida em quatro partes. “Teremos uma feira para a comercialização de produtos in natura e um outro pavilhão para produtos orgânicos industrializados, como doces e geleias, além da comercialização de fitoterápicos. Teremos também um espaço com dois viveiros para que as pessoas possam adquirir mudas de plantas. A Central contará ainda com uma praça de alimentação onde serão comercializados apenas pratos preparados com produtos orgânicos”, ressalta Marlize.

A primeira parte do projeto, com custo total de R$ 900 mil, está previsto para ser entregue em novembro deste ano. O segundo módulo em 2015, e os demais pavimentos até novembro de 2016. "É um projeto importante e que atende a demanda não somente dos produtores, mas também da população. Hoje não podemos pensar que teremos uma saúde melhor apenas frequentando academia. As pessoas se preocupam também com o que estão comendo e com a procedência desses produtos. Por isso é importante investir e incentivar o trabalho dos agricultores de produtos orgânicos", destaca a gestora.


Fonte: G1 Petrolina
http://g1.globo.com/pe/petrolina-regiao/noticia/2015/03/petrolina-tera-central-para-venda-de-de-produtos-organicos.html


2 de jul. de 2015

O CAERDES desbravando fronteiras

Na última sexta-feira (26/06), estiveram visitando o Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável - CAERDES, os representantes do Ministério da Agricultura da França. O CAERDES desbravando fronteiras. O centro teve a honra de receber representantes do governo Francês. A comitiva está no Brasil para conhecer o que vem sendo feito de diferente na agricultura e na pecuária.

E ficaram encantados com o centro. Não imaginavam que algo do tipo existisse aqui no Nordeste. Além da entrevista do Profº Jairton Fraga, aos representantes da França, neste mesmo dia o CAERDES finalizou pelo turno da manhã o curso para Agentes de Extensão Rural. 


O curso teve carga horária de 48 horas. Abordando assuntos relacionados da produção de mudas até a comercialização de produtos orgânicos.O CAERDES cumprindo seu papel de disseminação de conhecimentos. Capacitando pessoas que vão ser potenciais multiplicadores de técnicas orgânicas e agroecológica.


Texto e fotos: Carlos Diogo e Carla Roane
Bolsista e Estagiária CAERDES

16 de mar. de 2015

OS BENEFÍCIOS DA AGRICULTURA ORGÂNICA


Vídeo promovido pela SNA com entrevistas de técnicos especialistas em agricultura orgânica, como o Dr. Sebastião Wilson Tivelli e Fernando Ataliba. 

Fonte: CIO OrganicsNet

13 de mar. de 2015

EM UM ANO, TOTAL DE PRODUTORES ORGÂNICOS CRESCE 51%

Fonte: Organics Net

A quantidade de produtores orgânicos aumentou 51,7% em janeiro de 2015, se comparado ao mesmo período de 2014. No período, o total de agricultores que aderiu ao modelo produtivo sustentável passou de 6.719 para 10.194. As regiões onde há mais produtores orgânicos são o Nordeste, com pouco mais de 4 mil, seguido do Sul (2.865) e Sudeste (2.333).



As Unidades de Produção também tiveram um aumento significativo. Passaram de 10.064 em janeiro de 2014 para 13.323 em janeiro deste ano, ou seja, um acréscimo de 32%. É importante ressaltar que cada produtor orgânico pode ter mais de uma unidade de produção.
Por região, o Nordeste é o que mais possui unidades de produção, com 5.228, seguido do Sul (3.378) e do Sudeste (2.228). No Norte, foram contabilizadas 1.337 unidades de produção e no Centro-Oeste, 592.
A área total de produção orgânica no Brasil já chega a quase 750 mil hectares, sendo o Sudeste a região com maior área produtiva, chegando a 333 mil hectares. Em seguida, estão as regiões Norte (158 mil hectares), Nordeste (118,4 mil hectares), Centro-Oeste (101,8 mil hectares) e Sul, com 37,6 mil hectares.

Incentivo aos orgânicos
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Coordenação de Agroecologia da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e Cooperativismo (SDC), realiza campanhas anuais, como a Semana dos Orgânicos, a fim de reforçar para a população, principalmente a urbana, que os sistemas de produção orgânica se baseiam em princípios da agroecologia.
De acordo com o coordenador da área, Rogério Dias, esses sistemas buscam viabilizar a produção de alimentos e outros produtos de forma mais harmônica com a natureza e mais saudáveis. O sistema da produção ainda é baseado em princípios de justiça social em todos os segmentos da rede.

Produção orgânica
A produção orgânica tem por base sistemas de produção que adotam práticas como o uso saudável e responsável do solo, da água, do ar e da biodiversidade. Dessa forma, é reduzida a contaminação e o desperdício desses elementos. O processo aplica conhecimentos da ecologia no manejo da unidade de produção, que é manejada de forma integrado com a flora e a fauna.
Segundo Dias, esse modo de produção assegura o fornecimento de alimentos saudáveis, mais saborosos e de maior durabilidade. “Não são utilizadas práticas e substâncias que possam colocar em risco a saúde de quem produz e de quem consome, nem causar impactos negativos sobre o meio ambiente”, afirmou.
Outro ponto que ele destaca é a importância que a agricultura orgânica dá às relações sociais e de trabalho, nas quais toda a cadeia produtriva, da produção ao consumo, têm que ser considerada com a mesma atenção, buscando sempre a melhoria da qualidade de vida para todos.
Dias explicou também que, por esse conjunto de fatores, a agricultura orgânica dá mais sustentabilidade à produção agropecuária, em um número cada vez maior de regiões do mundo.
“A produção orgânica amplia a capacidade dos espaços produtivos de cumprirem suas funções ecossistêmicas, tão importantes para todos os habitantes do Planeta, o que contribui para o enfrentamento de problemas cada vez mais visíveis por todos, como o aquecimento global e a escassez de água”, avaliou o coordenador.

12 de mar. de 2015

POR QUE CONSUMIR ERVAS E TEMPEROS ORGÂNICOS?

Fonte: www.purefood.com




cibouletteSeja porque acreditamos em seus poderes de cura, seus efeitos afrodisíacos ou simplesmente porque gostamos de fazer experiências com o paladar, a verdade é que cada vez mais cozinhas estão sendo seduzidas pelos mágicos sabores de ervas e temperos de todos os tipos. Mas, raros são os chefs e apreciadores da boa mesa que param para refletir sobre a origem dos mesmos.

Como outra planta qualquer, ervas e temperos podem ser atacados no campo por todo tipo de inseto, fungo, bactéria ou vírus. Para combater estas pragas, muitos produtores convencionais esterilizam os temperos com substâncias químicas tóxicas. O mais comum é a fumigação com óxido de etileno, um gás que pode deixar resíduos prejudiciais à saúde humana. Esta substância também é altamente cancerígena, podendo causar grandes problemas para a pessoa que aplica e que se expõe prolongadamente ao produto. Devido a isso, esta substância foi proibida thymem muitos países europeus e no Japão. Além disso, para acabar com prováveis contaminações, ervas convencionais também são expostas a irradiações. Este processo não altera a aparência ou o sabor do produto, porém causa uma transformação em sua composição química levando a potenciais sub-produtos tóxicos e cancerígenos para o consumidor. Outro problema considerável na irradiação de alimentos é o perigo de acidentes no trabalho.

Uma alternativa para esterilização das ervas e dos temperos pode ser através do uso de vapor quente. O calor mata as bactérias, ou seja, cozinhar em vapor é uma forma bastante efetiva e segura para esterilizar os mesmos. Para alguns produtos, porém, esse método leva à perda de sabor e de óleos essenciais. Nesses casos, as ervas podem ser fumigadas com dióxido ou congeladas.
basilic2Em geral, deve-se procurar eliminar uma possível contaminação na fonte, minimizando assim a necessidade de esterilização. As ervas devem ser secas ao sol, em ambientes limpos, com boas condições sanitárias no local de produção. É importante que os produtos sejam testados em sua qualidade e em seu risco de contaminação nos diversos níveis de produção.
Por estes motivos, algumas empresas se preocupam hoje com o fomento da produção de ervas e temperos orgânicos.Desde 1995 a americana ForesTrade, por exemplo, vem criando parcerias com produtores da Indonésia, Índia, Sri Lanka, Madagascar e de Guatemala e hoje já conta com aproximadamente 5000 produtores. 

Estes se comprometem em seguir práticas sustentáveis como o controle biológico de pragas, o uso de compostagem e a rotação de culturas. Em troca, a empresa proporciona total apoio aos produtores, implantando novas técnicas e melhoria na qualidade do produto final. Essa nova forma de produzir está mudando as atitudes locais, mostrando resultados também na preservação das romarin2matas e do meio-ambiente e no combate a erosão.O mercado de ervas e temperos orgânicos mostra-se atualmente com uma taxa de crescimento anual em torno de 30%, comparada a menos de 2% do mercado convencional.
Em resumo, são vários os fatores que justificam este aumento de demanda: além de não serem irradiados, estarem livres de ingredientes geneticamente modificados e não conterem nenhum agente sintético, cores artificiais, sabores ou preservativos como os encontrados em temperos convencionais, ervas e temperos orgânicos também garantem uma maior qualidade de vida para o produtor, viabilizando-o social e economicamente.