30 de set. de 2015
CAERDES- Aula 02- Canais alternativos de comercialização
quarta-feira, setembro 30, 2015
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29 de set. de 2015
Vídeo aula - AGROECOLOGIA fundamentos e aplicação prática - Aula 01, Parte 02
terça-feira, setembro 29, 2015
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28 de set. de 2015
Vídeo aula - AGROECOLOGIA fundamentos e aplicação prática - Aula 01, Parte 01
segunda-feira, setembro 28, 2015
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O Centro de Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (CAERDES) apresenta uma Série de vídeo aulas sobre Agroecologia que reunira conteúdo em dez títulos das principais técnicas empregadas na agricultura orgânica e agroecológica. Estas aulas objetivam contribuir para a capacitação de agricultores familiares, jovens rurais e mulheres do campo nesta área.
Esta Série possibilitará aos educadores, pesquisadores e técnicos da extensão rural, entendimento fácil e contextualizado acerca da produção em ecossistemas modificados pela ação humana e, também, fazer uso de metodologias diversificadas como cursos, seminários e oficinas voltados para o ensino e à prática da produção agroecológica no território semiárido.
A Série de aulas sobre Agroecologia integra os resultados do projeto Integração ensino-pesquisa-extensão em agricultura orgânica e agroecologia no sub-médio São Francisco, financiado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - CNPq e conduzido pelo Caerdes, órgão da Universidade do Estado da Bahia - UNEB, vinculado ao Departamento de Tecnologia e Ciências Sociais em Juazeiro-BA, cujo papel fundamental é o de desenvolver estudos e pesquisas, promover ações de extensão, realizar capacitação e fomentar nos estudantes, técnicos, empresários e agricultores o conceito de agricultura agroecológica e orgânica.
Acompanhe agora a primeira parte da aula 01, AGROECOLOGIA fundamentos e aplicação prática .
No Brasil, 80 mil toneladas de resíduos sólidos são descartadas de forma inadequada todos os dias
segunda-feira, setembro 28, 2015
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Posto de coleta para recebimento de resíduos eletrônicos Foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo |
Cerca de 80 mil toneladas de resíduos
sólidos urbanos são descartadas de forma inadequada no Brasil todos os dias,
correspondendo a mais de 40% do lixo coletado. Mesmo com aumento de 6,2% ao ano
do volume de resíduos dispostos de forma adequada, “esse índice tem evoluído a
passos lentos, e o volume absoluto de resíduos dispostos de forma inadequada
tem aumentado gradativamente”, afirma o representante do Instituto Ekos Brasil,
Ricardo Scacchetti.
Para discutir o assunto, o Instituto
Ekos Brasil vai reunir, com apoio do Programa das Nações Unidas para o
Desenvolvimento (PnuD), especialistas dos setores público, privado e do
terceiro setor, no Seminário de gestão de resíduos sólidos urbanos,
dia 27 de agosto, em Brasília. O evento pretende debater a importância do Plano
Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos e o planejamento para
implantação e financiamento da gestão sobre o tema.
No Brasil, “existem 1.775 lixões, e
muitos deles ainda com pessoas catando materiais em condições insalubres e degradantes
à dignidade humana”, explica Scacchetti.
Um modelo de gestão de resíduos sólidos
urbanos eficiente deve apresentar uma relação custo-qualidade vantajosa e
contribuir com a inclusão social. A política nacional de resíduos sólidos,
sancionada em 2010, coloca como meta a eliminação de lixões até 2020 para
cidades menores e até 2018 para cidades maiores. O prazo inicial, que era até
2014, foi descumprido pela maioria.
“Grande parte dos municípios
brasileiros tem muita dificuldade nessa gestão dos resíduos, não só pela
questão ambiental, mas também pelas questões de gestão propriamente ditas”,
ressalta a analista de programa da unidade de desenvolvimento sustentável do
PnuD, Rose Diegues.
Via Eco Desenvolvimento
21 de set. de 2015
21 DE SETEMBRO - DIA DA ÁRVORE
segunda-feira, setembro 21, 2015
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| Foto: Augusto Jackson |
O Dia da Árvore é comemorado no
Brasil em 21 de setembro e tem como objetivo principal a
conscientização a respeito da preservação desse bem tão valioso. A data, que é
diferente em outras partes do mundo, foi escolhida em razão do início da primavera,
que começa no dia 23 de setembro no hemisfério Sul.
A árvore é um
grande símbolo da natureza e é uma das mais importantes riquezas naturais que
possuímos. As diversas espécies arbóreas existentes são fundamentais para a
vida na Terra porque aumentam a umidade do ar graças à evapotranspiração, evitam erosões, produzem oxigênio no processo
de fotossíntese,
reduzem a temperatura e fornecem sombra e abrigo para algumas espécies animais.
Além disso,
entre as diversas espécies arbóreas existentes, incluem-se várias plantas frutíferas, como
é o caso da mangueira, limoeiro, goiabeira, abacateiro, pessegueiro e laranjeira.
Além de
produzirem alimento, as árvores também possuem outras aplicações econômicas. A madeira por
elas produzidas serve como matéria-prima para a criação de móveis e até mesmo
casas. A celulose extraída dessas plantas, principalmente pinheiros e eucaliptos,
é fundamental para a fabricação de papel. Além
disso, algumas espécies apresentam aplicabilidade na indústria farmacêutica por possuírem importantes compostos.
Em virtude da
grande quantidade de utilizações e da expansão urbana, as árvores são constantemente
exterminadas, o que resulta em grandes áreas desmatadas.
O desmatamento afeta diretamente a vida de toda a população,
que passa a enfrentar erosões, assoreamento de rios, redução do regime de
chuvas e da umidade relativa do ar, desertificação e perda de biodiversidade.
Sendo assim, o dia 21 de setembro deve
ser visto como um dia de reflexão sobre nossas atitudes em relação a essa
importante riqueza natural. Esse dia é muito mais do que o ato simbólico de
plantar uma árvore e deve ser encarado como um momento de mudança de postura e
conscientização de que nossos atos afetam as gerações futuras. É importante
também haver conscientização a respeito da importância da conservação, bem como
da necessidade de criação de políticas públicas que combatam a exploração
ilegal de árvores.
Curiosidades:
- Cada região do nosso país possui uma árvore
símbolo diferente. Observe:
Árvore
símbolo da região Norte – castanheira;
Árvore
símbolo da região Centro-Oeste – ipê amarelo;
Árvore
símbolo da região Sudeste – pau-brasil;
- No Dia 21
de março é comemorado o dia Mundial da Árvore.
Texto retirado originalmente de Brasil Escola
Por Ma. Vanessa dos Santos
15 de set. de 2015
Programa Globo Repórter exibido no dia 14.08.2015 com tema produção orgânica.
terça-feira, setembro 15, 2015
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CAERDES PRODUZ SÉRIE DE CARTILHAS EDUCATIVAS SOBRE AGROECOLOGIA, MEIO AMBIENTE E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
terça-feira, setembro 15, 2015
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Com o
objetivo de alertar a sociedade a respeito da sustentabilidade e das questões
ambientais, o CAERDES - Centro de Agroecologia Energias Renováveis e
Desenvolvimento Sustentável - vai lançar duas séries de cartilhas educativas. A
série 1 – “Agroecologia” – possui 10 volumes e aborda temas que vão desde os
fundamentos agroecológicos e suas práticas até a formulação de defensivos
naturais. A série 2, “Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável” possui 3
volumes: Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Resíduos Sólidos. O material foi
produzido pelo Prof. Dr. Jairton Fraga Araújo e pelos bolsistas do CAERDES.
As
cartilhas possuem uma linguagem simplificada e sucinta, para que as informações
sejam acessíveis e compreendidas por todos. “Além da difusão do conhecimento,
queremos que essas informações saltem os muros da universidade”, declara a
estudante de Direito e bolsista do CAERDES, Kallinca Artuso.
Através
de pesquisas, leitura e processos de edição, o material estava sendo produzido
desde janeiro desse ano. Os exemplares serão distribuídos em várias
instituições, dentre elas: universidades, instituições de apoio ao meio
ambiente, órgãos públicos e comunidade. “É um conhecimento que nos enriquece e
presta um serviço à sociedade”, afirma Kallinca.
Texto e fotos: Mirielle Cajuhy
(Estagiária
em Assessoria de Comunicação)
Bioinformática ajuda a identificar doenças em bananas
terça-feira, setembro 15, 2015
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Foto:
Nadir Rodrigues
Pesquisadores
estão utilizando ferramentas de bioinformática para estudar uma nova estirpe do
fungo Fusarium que está atacando a variedade mais popular de bananas, a
Cavendish, também conhecida como banana d'água ou nanica. A raça tropical 4, ou
TR4, é considerada a principal ameaça à produção mundial de bananas. Conhecida
como doença do Panamá, já gerou perdas de US$ 134 milhões aos exportadores de
banana da Indonésia, segundo a Organização das Nações Unidas para Agricultura e
Alimentação (FAO).
A Universidade de Wageningen, na Holanda, é responsável por um programa denominado "Panama Disease" <http://panamadisease.org/>, no qual realiza pesquisas para identificação da doença com o objetivo de ajudar a controlá-la. Gert Kema, líder do grupo de pesquisa de banana da Wageningen UR, na Holanda, esteve na Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), onde proferiu a palestra "Detecção, identificação e epidemiologia da Fusarium oxysporum f. sp. cubense, raça tropical 4".
O grupo liderado pelo cientista realizou a montagem do genoma do Fusarium usando reads de PacBio, uma avançada técnica de sequenciamento de DNA que produz fragmentos (reads) mais longos, o que facilita a montagem de genomas. Além disso, a equipe do Laboratório Multiusuário de Bioinformática da Embrapa, sediada na Embrapa Informática Agropecuária, realizou a montagem do transcriptoma das quatro raças do fungo: R1, R2, ST4 e TR4. O transcriptoma é o conjunto completo de transcritos de um organismo. O cruzamento dos dados do genoma e do transcriptoma pode gerar informações relevantes para a compreensão do fungo.
"Nós fizemos um trabalho de análise de expressão dessas quatro raças, comparando-as. Agora os pesquisadores da Universidade de Wageningen estão tentando compreender melhor a biologia relativa à virulência do fungo, descobrir outros marcadores moleculares e talvez fornecer ferramentas que auxiliem nas medidas de controle", explicou o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Michel Eduardo Beleza Yamagishi. Durante a palestra em Campinas, o cientista demonstrou os principais resultados já obtidos e alertou sobre os cuidados necessários para evitar a disseminação da doença.
O Fusarium se espalha rapidamente pelo solo ou pela água. Com a contaminação do solo, uma área afetada pode ficar improdutiva para a produção de bananas por até três décadas. Kema falou sobre os riscos e a importância de se adotar procedimentos adequados para quarentena e, para isso, são usados marcadores moleculares. Os cientistas querem diminuir os impactos econômicos da doença que causam insegurança alimentar, especialmente nos países em desenvolvimento. O fungo atualmente está afetando a produção de bananas na China, nas Filipinas e Moçambique, entre outros países, mas o Brasil está livre dessa raça do Fusarium até o momento.
É fundamental unir esforços com outras instituições, como a Embrapa, para estudar a doença e adotar formas mais eficazes de controle, de acordo com Kema. "É muito importante estabelecer uma colaboração ativa entre a academia, os institutos e as empresas. E, além disso, estimular o desenvolvimento de programas de pesquisa usando tecnologia de ponta", ressaltou. Os estudos de genômica e as ferramentas de bioinformática estão ajudando os cientistas no trabalho de combate à disseminação desse fungo. O mercado de bananas mundial é estimado em US$ 36 bilhões e é fonte de renda para 400 milhões de pessoas, conforme a FAO.
A Universidade de Wageningen, na Holanda, é responsável por um programa denominado "Panama Disease" <http://panamadisease.org/>, no qual realiza pesquisas para identificação da doença com o objetivo de ajudar a controlá-la. Gert Kema, líder do grupo de pesquisa de banana da Wageningen UR, na Holanda, esteve na Embrapa Informática Agropecuária (Campinas, SP), onde proferiu a palestra "Detecção, identificação e epidemiologia da Fusarium oxysporum f. sp. cubense, raça tropical 4".
O grupo liderado pelo cientista realizou a montagem do genoma do Fusarium usando reads de PacBio, uma avançada técnica de sequenciamento de DNA que produz fragmentos (reads) mais longos, o que facilita a montagem de genomas. Além disso, a equipe do Laboratório Multiusuário de Bioinformática da Embrapa, sediada na Embrapa Informática Agropecuária, realizou a montagem do transcriptoma das quatro raças do fungo: R1, R2, ST4 e TR4. O transcriptoma é o conjunto completo de transcritos de um organismo. O cruzamento dos dados do genoma e do transcriptoma pode gerar informações relevantes para a compreensão do fungo.
"Nós fizemos um trabalho de análise de expressão dessas quatro raças, comparando-as. Agora os pesquisadores da Universidade de Wageningen estão tentando compreender melhor a biologia relativa à virulência do fungo, descobrir outros marcadores moleculares e talvez fornecer ferramentas que auxiliem nas medidas de controle", explicou o pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária Michel Eduardo Beleza Yamagishi. Durante a palestra em Campinas, o cientista demonstrou os principais resultados já obtidos e alertou sobre os cuidados necessários para evitar a disseminação da doença.
O Fusarium se espalha rapidamente pelo solo ou pela água. Com a contaminação do solo, uma área afetada pode ficar improdutiva para a produção de bananas por até três décadas. Kema falou sobre os riscos e a importância de se adotar procedimentos adequados para quarentena e, para isso, são usados marcadores moleculares. Os cientistas querem diminuir os impactos econômicos da doença que causam insegurança alimentar, especialmente nos países em desenvolvimento. O fungo atualmente está afetando a produção de bananas na China, nas Filipinas e Moçambique, entre outros países, mas o Brasil está livre dessa raça do Fusarium até o momento.
É fundamental unir esforços com outras instituições, como a Embrapa, para estudar a doença e adotar formas mais eficazes de controle, de acordo com Kema. "É muito importante estabelecer uma colaboração ativa entre a academia, os institutos e as empresas. E, além disso, estimular o desenvolvimento de programas de pesquisa usando tecnologia de ponta", ressaltou. Os estudos de genômica e as ferramentas de bioinformática estão ajudando os cientistas no trabalho de combate à disseminação desse fungo. O mercado de bananas mundial é estimado em US$ 36 bilhões e é fonte de renda para 400 milhões de pessoas, conforme a FAO.
Fonte: Embrapa
Disponível originalmente em: https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/4654050/bioinformatica-ajuda-a-identificar-doencas-em-bananas
10 de set. de 2015
IDEOLOGIAS SÃO RAZÕES PARA VIVER!
quinta-feira, setembro 10, 2015
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Por: Jairton Fraga Araújo
Coordenador do Caerdes
Vivemos tempos de profunda desideologização. Para muitos
certamente, algo muito positivo, porque associam ideologia a uma construção
exclusivamente político-econômica do século XX, que se revelou um desastre com
relação aos direitos fundamentais da pessoa humana – a experiência bolchevique
da Rússia, Albânia, Alemanha Oriental e do leste Europeu como também do maoísmo
da china e seus satélites na Ásia, ou mais próximo de nós a experiência híbrida
de cuba. Em verdade, tal interpretação é uma forma reducionista de entender os
graves conflitos da civilização moderna na tentativa de elaborar e experenciar
formas de poder que resolvam os problemas da desigualdade social, política,
cultural, tecnológica, econômica e da desatenção absoluta com os recursos
naturais do planeta. As experiências mal sucedidas do socialismo real, causaram
enorme desencanto na juventude de todo o mundo na medida em que para os mesmos
à ideologia acima de tudo, é a busca por uma razão para se viver. E é
exatamente sobre isso, sobre as muitas razões pelas quais se pode e deve
cultivar ideologias, que precisamos discorrer. Amar e ser amado! Cultivar a
paz! Proteger os mais fracos! Estimular a Ciência! Conservar o meio-ambiente!
Enfim, há uma gama infindável de razões pelas quais devemos viver e proclamar a
necessidade de ideologias. A falta de ideologias no mundo contemporâneo
revela-se um dos fatores que mais tem concorrendo para o aprofundamento da
banalização da ausência de razões pelas quais se deve promover a VIDA em sua
plenitude.
Busca-se com sofreguidão
as drogas como paliativo ou como ansiolítico para as adversidades da vida
moderna, com seus complexos roteiros. Quando se destrói as razões pelas quais
se deve viver, então não há nada, pelo que lutar. Contrariando o senso comum
que se instalou nas últimas décadas, com a pasteurização da política como
prática de enriquecimento ilícito e de apropriação de estado, da violência das
máfias organizadas e das drogas,bem como da violência política de Estados, da
massificação da estupidez pela televisão ou via internet tudo isso, nos remete
a uma reflexão acerca dos rumos que estamos oferecendo ao futuro da humanidade.
Tais fatos, afetam duramente nossa crença no antropocentrismo – pois, a alma
humana, nunca necessitou tanto de utopias para viver com razões.
Certamente, muitos se contentam com as explicações criacionistas, que de modo
algum se contrapõe à busca sociológica pelas causas e razões para
compreensão da natureza humana e de seus desafios para viver em aldeia. Nossa
longa jornada, não pode ser revelar, um apenas satisfazer material do sensório,
há algo maior, pelo qual se deve viver, amar, progredir, conservar, cuidar e
desejar atingir. Ainda na tenra infância fui invadido por um sentimento de que
a vida só teria sentido se houvesse um objetivo maior a ser atingido, não
importando se para tal, o desforço empreendido pudesse me frustrar muitas
vezes, ou muitas vezes a tristeza assaltasse meu espírito e me afogasse em
incertezas. Apesar de tudo e por tudo, quando muitos do inicio abandonaram a
esperança ou a tenham transformado em mercadoria, contrariando tudo pelo qual
sempre lutamos e desejamos, procurei manter-me coerente, perseverando e
buscando compreender as inconstâncias e fraquezas humanas pela certeza que o
homem não viverá sobre a terra sem IDEOLOGIAS. Assim, é preciso reafirmar que
não haverá um mundo socialmente justo, moralmente evoluído sem que as boas
ideologias vençam o egoísmo, a desesperança e por fim destrua o
materialismo.
4 de set. de 2015
Agroecologia e agricultura orgânica. O que são? E o que não são?
sexta-feira, setembro 04, 2015
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Por: Jairton Fraga Araújo
Coordenador do Caerdes
Bem,
sobre certas coisas é relativamente fácil discorrer! Agroecologia de forma
muito simples é o estudo dos agroecossistemas sob o enfoque ecológico, e apresenta
distintas interpretações. Por outro lado, a agricultura orgânica, pode ser
perfeitamente compreendida em seu artigo 1° da “lei dos orgânicos” (lei 10.831
de dezembro 2003), que é seu marco legal, e a define claramente. Curiosamente,
ouço com muita ênfase o debate que se dá no interior dos movimentos de
agricultura “alternativa”. Sim, usei propositalmente a expressão “alternativa”
para simbolizar que tanto agroecologia, quanto agricultura orgânica, podem ser
adequadamente representadas por aquela expressão. Antecipo que não estou propondo
algo, tão somente e de forma muito
simples, recuso-me à uma discussão entre defensores de uma, ou de outra “visão” e coloco-me na condição de
quem compreende o “saber” e o “fazer” e fica ao lado de uma afirmação que não
busque desqualificar uma, em
detrimento da outra, em especial, quando se tenta colocar agroecologia como ciência
e a agricultura orgânica como
sub-sistema da agricultura ou um sistema de produção alternativo.
Novamente,
percebe-se muito mais, uma, necessidade de ideologizar-se a discussão do que sinais evidentes de diferenças, salvo, quanto à
natureza do sistema capitalista em melhor apropriar-se do denominado produto “orgânico
certificado”, por fatores associados a nosso ver ao: acesso à informação de
mercado, comercialização, tecnologias, e organização dos produtores. Bem, o
produto agroecológico também pode ser dessa maneira definido, basta verificar
os produtos oriundos da floresta e colocados no “demônio” –MERCADO por
populações tradicionais. Pois é, em ambas situações, precisamos do mercado, de qualificar os produtos, de buscar
canais de comercialização e de vender com lucro (”mais valia”) para poder
responder ao desafio de justificar aquela atividade econômica para os que a fazem, com geração de emprego e renda.
Claro, alguém vai afirmar que na agricultura orgânica não há limites para escala
de produção, enquanto o produto agroecológico é oriundo sempre ou em sua
esmagadora maioria de pequenos agricultores familiares e por vezes por pequenas
empresas (cooperativas) que objetivam o lucro social. Perfeito, o ideal é que
predominasse essa forma de produção e de organização sócio-economica, ou que,
não houvesse monocultura entre outros aspectos, contudo, no mundo real as
coisas acontecem sem padrões rígidos de análise, mormente os ideológicos.
Entretanto,
não creio ser a escala e nem a natureza da produção o problema crucial! Mas a
falta de concorrência entre os produtores de tais produtos, o que acaba
contribuindo para o elevado valor unitário dos mesmos (tanto orgânico quanto
agroecológico).
É
necessário articular a produção local para que repercuta sobre a regional a nacional
e sobre o produto que vai para exportação. Em ambos sistemas, os produtos podem e devem ser, sem prejuízo da segurança
alimentar do país, exportados. Por
outro lado, não vejo contribuição importante ao avanço da produção segura de
alimentos, com a discussão político-ideológica, como mero embate de posições. Podemos resolver os conflitos das
desigualdades econômicas entre nações e continentes, com políticas publicas de
valorização da agricultura ecológica.
Creio
que as “duas” (se é, que assim cabe colocar!) são constituídas com forte
preocupação agronômica, sociológica, econômica, ecológica e cultural. Não as
vejo dependentes de preceitos estranhos e de princípios fundamentais que não copiados
e em harmonia com a natureza. Entendo-as,
como socialmente apropriáveis e culturalmente defensáveis, pois não só erigem o
homem como ser fundamental, mas, sobretudo pondera a sua cultura, valores,
saberes, ética e forma de produção da existência.
Não
dá mais para tentar reconstruir o muro de Berlim, erguer barreiras ao diálogo inter,
pluri, multi e transdiciplinar. É hora
de fortalecer a saúde do planeta e das pessoas, com práticas e comportamento
saudáveis.
Agroecologia
ou agricultura orgânica, biodinâmica, natural, permacultura, regenerativa,
alternativa ou biológica, enfim, como se queira identificar? O importante é
integrar criticamente a ECONOMIA - SOCIEDADE – NATUREZA, numa onda de saberes e
fazeres que reedite o sonho do homem integral, livre e liberto, na natureza e
em perfeita harmonia e integração com as demais formas de vida do planeta.
2 de set. de 2015
Energia eólica revolucionada: geradores sem hélices
quarta-feira, setembro 02, 2015
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Os imensos cata-ventos usados para gerar energia,
podem, em breve, ser coisa do passado. A Vortex Bladeless, empresa espanhola na
origem, mas de coração cosmopolita, desenhou um sistema de geração de energia a
partir da movimentação do ar que é totalmente revolucionário.
A vorticidade, um fenômeno visto como causador de
problemas para engenheiros e arquitetos, pois pode desestabilizar construções,
tornou-se a solução aproveitada pelos castelhanos criativos. Eles criaram uma
estrutura vertical em forma de cone que permitem a circulação dos vórtices de
forma sincrônica.
Ao invés de absorver a energia
que movimenta as hélices para gerar energia elétrica, os engenheiros
aproveitaram o fenômeno aerodinâmico da vorticidade. “Nessa teoria, o vento que
flui ao redor de um objeto produz pequenos vórtices, suficientes para uma
estrutura fixa oscilar e entrar em ressonância com a corrente de ar.”, informa
o BlogAEC de onde
retirei as informações.
Os dois modelos criados foram batizados como Vortex
Mini (uso doméstico) e Vortex Gran (uso industrial). A garantia é de que sejam
eficientes, sustentáveis e econômicos quando fabricados.
O equipamento é feito com
materiais leves e resistentes – usa fibra de carbono e de vidro –,
assim, as agitações são maximizadas e, consequentemente, gera-se mais energia.
Na base das turbinas, dois ímãs funcionam como motores, e à medida que as
oscilações ocorrem, eles se repelem e movem o mastro de um lado para o outro, o
que intensifica o movimento. A energia cinética é convertida em energia
elétrica por um alternador, que também multiplica a frequência de
vibração do objeto.
Vantagens
“As vantagens do Vortex Mini e do
Vortex Gran são diversas. Segundo a empresa Vortex Bladeless, o fato de não
possuírem componentes mecânicos barateia a fabricação em pelo menos 51%, em
comparação aos modelos convencionais. Com isso, minimiza-se em até 40% a pegada
de carbono (a quantidade de gás gerada na produção). Além disso, a ausência de
engrenagens, parafusos e partes móveis, que são facilmente desgastadas, reduz
em 80% os custos com a manutenção.”, acrescenta o BlogAEC.
Mesmo com uma absorção 30% menor
de vento que os equipamentos de pás, a compensação vem pela possibilidade da
instalação de um mais geradores em um mesmo espaço, pois podem ser instaladas
próximas uma das outras. Representam risco inferior aos pássaros e são
silenciosas, o que representa um ganho enorme para a manutenção da
biodiversidade.
A fase de testes já obteve um financiamento de um
milhão de dólares vindos de investimentos públicos e privados espanhóis. Até o
final de 2015, a Vortex pretende colocar as usinas à venda no mercado.
Texto publicado originalmente em: Revista Ecológica
31 de ago. de 2015
Três forças que transformam o mundo
segunda-feira, agosto 31, 2015
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Maurício
Antônio Lopes
Presidente da Embrapa
Presidente da Embrapa
A Revolução Industrial do final do
século 18 e início do século 19 foi uma força que transformou o mundo. Na
produção, mãos foram substituídas por máquinas, métodos e processos evoluíram
com ganhos de eficiência no uso da energia e de insumos, criando uma enorme
gama de novos produtos e facilidades para as pessoas. A Revolução Industrial
foi um divisor de águas na história e desde então o mundo experimentou um
progresso sem precedentes. A pobreza absoluta, que há duzentos anos, penalizava
94% da população mundial, reduziu-se para cerca de 14% da humanidade.
Talvez o mundo esteja passando por uma
transição ainda mais dramática, em razão de três forças que operam em
velocidade e intensidade muito superior àquelas que produziram a Revolução
Industrial. Urbanização acelerada, aumento da frequência de eventos climáticos
extremos e avanços expressivos no desenvolvimento científico e tecnológico
ocorrem como ondas em sinergia. São forças capazes de amplificar umas às
outras, ganhando magnitude e maior poder de influência, com transformações
substantivas na vida da sociedade.
A primeira força vem do crescimento
das cidades, que têm incorporado, em âmbito global, uma média de 65 milhões de
pessoas anualmente, nas últimas três décadas. Isso equivale a criar quase seis
cidades de São Paulo a cada ano. Segundo a ONU, em 2010 a população urbana no
mundo pela primeira vez ultrapassou a população rural. Até 2030, espera-se que
cerca de 60% da população mundial esteja vivendo em áreas urbanas. No Brasil,
em 2010, dos 191 milhões de brasileiros, apenas 29,8 milhões (15,6%) estavam no
meio rural. Em 2030, projeta-se que 90% estarão nas cidades.
A segunda força, as mudanças climáticas
globais, indica que o modelo de desenvolvimento dependente de recursos não
renováveis que, ao longo de décadas, elevou os níveis de poluição e a emissão
de gases de efeito estufa a patamares perigosos, chegou a seu limite. Mudanças
de clima e os anseios da sociedade por um futuro sustentável forçam a busca de
um novo paradigma energético e de novas possibilidades de produção, com
práticas mais limpas e substituição de matérias-primas de origem fóssil por
recursos de base biológica, recicláveis e renováveis. Em um mundo
pós-combustível fóssil, uma crescente proporção de químicos, plásticos,
têxteis, eletricidade e combustíveis terá de vir de outras fontes, e não mais
do petróleo.
A terceira força vem da profunda
alteração no escopo, escala e impacto econômico do desenvolvimento tecnológico.
Ruptura marcada pelo avanço cada vez mais rápido do conhecimento e pela
dissolução dos limites entre as ciências tradicionais como a física, a química
e a biologia. Os avanços da tecnologia da informação e a transformação digital
produzem uma espécie de fertilização cruzada entre vários domínios científicos,
com geração de novos conhecimentos e produção de bens e serviços antes
impossíveis de se obter. Muitos deles incorporados pela sociedade em ritmo
alucinante. Há vinte anos, menos de 3% das pessoas tinham um telefone celular.
Hoje, dois terços dos habitantes do planeta têm pelo menos um.
Da sinergia entre estas três forças –
urbanização, clima e tecnologia – surgirão muitos desafios e oportunidades,
além de mudanças radicais no comportamento da sociedade. Com o avanço do
progresso e das mudanças demográficas, o futuro nos promete, além de cidades
mais populosas, pessoas mais idosas, mais educadas e mais exigentes. Os
desafios de gerir megacidades e as preocupações com o equilíbrio ambiental já
colocaram a sustentabilidade no topo da agenda da sociedade. E a
intensificação dos fluxos de capital, informações e pessoas, em todos os cantos
do planeta, vai criar um novo ciclo de globalização, mais dinâmico, volátil e também
mais imprevisível.
As assimetrias tenderão a crescer. Em
duas décadas, a região da Ásia-Pacífico concentrará cerca de 60% da classe
média mundial. Ali haverá uma escalada de demanda por leite, carne, ovos,
peixes, frutas, verduras e legumes. O aumento da demanda por alimentos, em
quantidade, qualidade e diversidade, em regiões onde é baixa a disponibilidade
de áreas agricultáveis é uma grande preocupação para o futuro. Além de
provedores confiáveis em várias partes do mundo, a Ásia necessitará de um sistema
de comércio complexo e intrincado, com ramificações em muitos continentes. Uma
grande oportunidade para o Brasil, do qual se espera protagonismo crescente e
qualificado na produção de alimentos.
O fato é que a força das mudanças em
curso provocará uma elevação da complexidade em praticamente todos os processos
do mundo moderno, exigindo de indivíduos, empresas e governos a compreensão de
que estamos imersos em um verdadeiro "sistema de sistemas", com
interfaces nas dimensões econômica, social, ambiental e política. A redução dos
riscos, das incertezas e da ineficiência dos muitos processos que movem a
sociedade só será alcançada com planejamento eficiente e continuada ampliação
da nossa capacidade de integrar e gerir sistemas complexos. Klaus Schwab, fundador
e presidente do Fórum Econômico Mundial, refletindo sobre esta realidade
afirmou que "neste novo mundo não é o peixe grande que come o peixe
pequeno; é o peixe rápido que come o peixe lento".
Artigo publicado na edição do dia 9 de
agosto de 2015 do jornal Correio Braziliense
Artigo disponivel em: https://www.embrapa.br/web/portal/busca-de-noticias/-/noticia/4250066/artigo---tres-forcas-que-transformam-o-mundo
28 de ago. de 2015
Chapada Diamantina se especializa na produção de alimentos orgânicos
sexta-feira, agosto 28, 2015
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Por Verusa Pinho e Caiã Pires
Segundo o Ministério da Agricultura, o Brasil já ocupa posição de destaque na produção mundial de orgânicos. Com alimentos de melhor qualidade e, consequentemente, mais nutritivos, esse sistema de cultivo tem sido a melhor opção para garantir a preservação do equilíbrio ambiental e a saúde de produtores e consumidores. Dispensando o uso de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos e transgênicos, a agricultura orgânica prioriza a redução do desperdício e ajuda a manter a biodiversidade.
Diante desse cenário promissor, as condições climáticas favoráveis e os recursos hídricos disponíveis fizeram a Chapada Diamantina ser a região escolhida para se tornar um grande polo na produção de fruticultura tropical orgânica. Desde 2009, uma das suas famosas cidades turísticas, Lençóis, conhecida internacionalmente pela rica história e belezas naturais, tornou-se a sede daBioenergia Orgânicos, empresa brasileira que pretende implantar um grande complexo industrial na região.
“Idealizamos a Bioenergia há dez anos, visando à área do agronegócio, e decidimos que seria através da agricultura orgânica. Pesquisamos todos os estados, chegamos à Bahia e à Chapada Diamantina. A pesquisa se iniciou em 2006 e, três anos depois, instalamos a empresa em Lençóis, lugar que oferece todas as condições exigidas pelo projeto: áreas virgens, reserva pra servir de cortina natural, clima adequado, água e mão de obra sem o vício da agricultura convencional – com destaque para a participação de trabalhadores das comunidades quilombolas de Una e Remanso. Desde 2010, contamos com a parceria da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Mandioca e Fruticultura, que assessora nossas atividades com pesquisa e tecnologia”, explica Osvaldo Araújo, ao lado do sócio Evanilson Montenegro, responsáveis pelo projeto.
Antes de começar a colher os primeiros frutos, foi preciso preparar o terreno. “Primeiramente, plantamos a alimentação do gado, para aproveitar o esterco como adubo. Além de espécies típicas, a exemplo da manga-espada, recebemos mudas elaboradas pela Embrapa, com bom desempenho no sistema orgânico de cultivo, como resistência a algumas pragas e doenças. Dentre as variedades, estão manga, maracujá, abacaxi, acerola e goiaba. Hoje dispomos de frutas exóticas funcionais, como a jabuticaba, que está sendo desenvolvida junto com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Neste ano, vendemos os primeiros abacaxis para localidades da própria Chapada e até para São Paulo, recebendo elogios pela qualidade do produto. Agora iremos buscar a certificação, pois já temos um plano de produção consistente”, acrescenta Araújo.
Na fase experimental, o próximo passo é envolver os agricultores familiares, através das cooperativas e associações. “A nossa pretensão é formar parcerias produtivas, oferecendo o suporte técnico e garantindo a compra em contrato. A meta é estabelecer produção própria de 1.400 hectares e comprar a produção de outros 1.400ha dos agricultores regionais”, descreve Araújo. No distrito de Tanquinho, a empresa irá implantar um grande complexo industrial, para abrigar a diversidade produtiva da Chapada. “Inicialmente pensamos na fabricação de sucos, mas nossa intenção é aproveitar tudo para não gerar resíduo. Em virtude da qualidade dos frutos, decidimos comercializá-los in natura, ao lado da produção de polpa. Almejamos adentrar na área medicinal e estética também, com a extração de óleos essenciais (alguns países já nos procuraram, solicitando preferência na venda). Esperamos alavancar o desenvolvimento do setor na região, abrangendo diversos municípios, como Andaraí, Mucugê e Iraquara. Queremos tornar a Chapada Diamantina especialista em orgânicos. Produzir alimentos saudáveis é o futuro!”, pontua o empresário.
Dia de Campo
Rodeadas pelo Rio Santo Antônio e o minipantanal Marimbus, três áreas compõem o espaço da Bioenergia: as fazendas Bonita, Grama e Ceral. Esta última, localizada na estrada do Remanso, foi destinada à produção experimental e recebeu, no dia 15/08/2015, representantes do governo, agricultores, técnicos, engenheiros e profissionais de diferentes campos interessados no tema, durante o 1º Dia de Campo realizado pelo projeto. Na ocasião, pesquisadores e engenheiros da Embrapa explicaram os detalhes das principais práticas no cultivo de abacaxi, manga e maracujá orgânicos, que demandam maior cuidado, como a produção de mudas sadias pela técnica de seccionamento do talo.
Para o jornalista e proprietário rural em Lençóis, João Neiva, o Dia de Campo foi uma oportunidade de aprofundar os conhecimentos no assunto. “Na nossa comunidade [Riachãozinho], a consciência sobre o orgânico está em evidência. Todo mundo só fala nisso! Pretendemos investir no plantio de manga e café orgânicos”, comentou.
Lorena Coelho, a Lila, do Grupo Ambientalista de Lençóis (GAL), esteve no evento e enfatizou a importância das ações sustentáveis. “No GAL, produzimos hortaliças para consumo próprio, plantas medicinais e frutíferas, inspirados pela agroecologia. Com a Bioenergia, pretendemos trocar informações e firmar parcerias”, disse.
Com foco no cultivo de café orgânico em Seabra, Piatã e Ibicoara, a Cooperativa dos Produtores Orgânicos e Biodinâmicos da Chapada Diamantina (CooperBIO) marcou presença no Dia de Campo. Na opinião de Seu Edilson Lopes, integrante do grupo, foi uma maneira de aprender com os estudiosos e ficar por dentro das novidades.
Kling Dantas, agrônomo e gerente comercial da Meri Pobo Agropecuária, de Jaguaruana (CE), veio para a Chapada só para participar do evento. “Há 15 dias, vim conhecer a Embrapa, em Cruz das Almas. Foi quando soube da atividade em Lençóis e me interessei. Na nossa propriedade, estamos começando o cultivo de orgânicos e precisamos conhecer os aspectos dessa produção. A Chapada Diamantina é uma região fantástica!”, contou Dantas
Orgânicos Premiados
Mel, cachaça e café se destacam entre os produtos orgânicos da Chapada Diamantina, premiados e reconhecidos internacionalmente pela sua qualidade. Com certificação orgânica e biodinâmica, a Cachaça Serra das Almas, produzida na Fazenda Vaccaro, em Rio de Contas, foi eleita a melhor cachaça prata do país pela revista VIP em 2011. O mel Flor Nativa, fabricado de forma coletiva por integrantes da Associação de Apicultura e Meliponicultura do Vale do Capão, em Palmeiras, tem certificação orgânica e já foi premiado como o melhor nos Congressos Baianos de Apicultura em 2005, 2012 e 2013, e, em 2009, no Congresso Nordestino de Apicultura. A Chapada ainda tem história com o café, exportado até para o Vaticano.
Retirado originalmente de: Guia chapada diamantina
Fotos: Caiã Pires
link para a matéria: http://www.guiachapadadiamantina.com.br/chapada-diamantina-se-especializa-na-producao-de-alimentos-organicos/
20 de ago. de 2015
Rede Pró-vida agora passa a se chamar Rede Via Natural
quinta-feira, agosto 20, 2015
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Por: Augusto Jackson
Anteriormente conhecida como Rede Pró-Vida, agora passa a chamar-se REDE VIA NATURAL, constituída
por associações de agricultores orgânicos, organizações não governamentais (ONGs), empresas privadas e públicas além de instituições de ensino, pesquisa e
fomento da região do Vale do São Francisco, estiveram reunidos no Centro de Agroecologia,
Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável – CAERDES, unidade da
Universidade do Estado da Bahia, no último dia 19 de agosto para discutir a
organização do I ENCONTRO DE PRODUÇÃO AGROECOLÓGICA E ORGÂNICA DO VALE DO SÃO FRANCISCO como atividade preparatória para o “I Encontro sobre saúde, produção
orgânica e consumo consciente – O que está no seu prato?” que ocorrerá em março/2016.
O evento acontecerá nos dias 29 e 30
de outubro de 2015 e debaterá produção orgânica e terapias naturais para a
saúde. Por meio de palestras, oficinas e debates sobre saúde,
produção orgânica e uma boa alimentação, o foco do evento é abrir discussão sobre os conhecimentos necessários a ampliação dessas atividades para toda a região do Vale do São Francisco, com circulação de informações tanto pelo público
quanto pelos palestrantes. Em breve será divulgada toda a programação e como as pessoas poderão inscrever-se no evento.
Programa Globo Repórter exibido no dia 14.08.2015 com tema produção orgânica.
quinta-feira, agosto 20, 2015
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CAERDES: Reportagem da TV São Francisco Sobre Produção Orgânica e Agroecologica. Juazeiro-BA 12 - 08 - 2015
quinta-feira, agosto 20, 2015
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17 de ago. de 2015
Os Des(caminhos) da moderna agricultura
segunda-feira, agosto 17, 2015
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Por: Jairton Fraga Araújo
Coordenador do Caerdes
Desde que a agricultura surgiu na terra, há cerca de 10.000 anos atrás,
a vida no meio rural vem sendo paulatinamente alterada, como resultado dos
“avanços” obtidos pela ciência e pela tecnologia na busca incessante por
uma vida material, mais confortável sob todos os aspectos, inclusive, o do
prolongamento da vida como resultado das técnicas, produtos e serviços
desenvolvidos pela inteligência humana. Entretanto, tais conquistas sempre
foram contaminadas pelo objetivo do ganho econômico financeiro de curto e médio
prazos.
Não podemos tecer críticas sinceras ao ganho econômico se não forem, precedidas de preocupação com os bens e valores maiores – a vida, a saúde, o alimento e a espiritualidade, por fim o bem estar humano! Como vamos construir uma sociedade espiritualizada sem submetermo-nos às conquistas materiais, ao crivo da razão? Assim o advento da revolução industrial, trouxe importantes conquistas, mas não é menos verdade, que também trouxe muitas externalidades negativas.
Não é necessariamente o aumento populacional e a fome, que justificam o
modelo de produção agrícola em larga escala. Tal argumento tem sido empregado
como sofisma, e esconde a lógica exclusiva do “ganho pelo ganho”. Pois a fome
prossegue e mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, seguem se alimentando muito
mal, enquanto países como o Brasil, bate recordes sobre recordes de produção de
grãos ( em 2015, foram 220 milhões de toneladas). Se o modelo industrial adotado,
objetiva ampliar a oferta de alimentos no planeta, como se justifica, a fome
e a morte de pessoas pela falta de alimentos?
Como explicar que as vacas leiteiras na Europa e nos Estados Unidos se
alimentem mais e melhor, que 1 bilhão de pessoas? Como explicar que o advento
da tecnologia dos transgênicos ampliou no Brasil o consumo de agrotóxicos
quando nos foi apresentado esta tecnologia como responsável pela redução dos mesmos. Falácia, sofisma, mentira, jogo de interesse econômico. Por trás dessa indústria, está um modelo que ignora a primazia
da “vida sobre o lucro”. Uma mentira final, não poderíamos formar estoque
alimentar para os períodos de crises climáticas ou quaisquer hecatombes, com um
modelo de produção agrícola que não privilegiasse as altas produtividade. Que
mentira! Essa mesma lógica que governos e empresas tentam, mistificar! Mas não
explica como as melhores variedades de milho, arroz, trigo, etc, simplesmente
desapareceram dos círculos rurais, e em seu lugar vicejou a cultura do comprar
a “semente programada" tida como moderna, produtiva. homogênea, eliminando muitas vezes,
materiais nativos com enorme variabilidade gênica e por certo, com
características únicas para programas de melhoramento genético clássicos.
Ressurgem com
muita intensidade nos séculos XX e inicio do XXI às muitas agriculturas:
orgânicas, biodinâmica, natural, regenerativa, alternativa, agroecológica, permacultura e biológica anunciando não o final da historia, pelo
contrario, que a historia continua sendo escrita pelos agricultores
tradicionais (índios, quilombolas, agricultores descendentes de europeus,
pequenos empresários rurais e mais recentemente até grandes empresários
rurais com preocupação sócio-ambiental ). Diferentes modelos e formas, como é à
vida, diversa! Mas com um traço em comum, resgatando valores e técnicas e um
modo de produção que privilegia as pessoas, a vida e a saúde da espaçonave
terra, que veio sem manual de instrução e nós, seus tripulante temos o dever de
conduzi-la para um futuro de luz.
13 de ago. de 2015
CAERDES realiza palestras no município de Tanquinho-BA.
quinta-feira, agosto 13, 2015
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Por: Augusto Jackson
Agricultura orgânica pratica a produção agrícola sustentável com o
objetivo de promover e proteger o meio ambiente (ecossistemas) e a
biodiversidade e também contribuir para a redução de custos. Assim, a agricultura
orgânica preconiza o uso de práticas de manejo naturais em oposição ao uso de agrotóxicos,
transgênicos e adubos químicos na agricultura. Considerando essas praticas o Consórcio
Portal do Sertão, que integra 14 municípios da região de Feira de Santana, convidou
o professor Jairton Fraga de Araújo, e coordenador do Centro de
Agroecologia, Energias Renováveis e Desenvolvimento Sustentável (CAERDES) para
proferir uma palestra no município de Tanquinho-Ba, sobre “a produção orgânica e agroecológica de
alimentos”, direcionada para agricultores familiares.
A
palestra aconteceu na ultima quarta-feira (12) no auditório da Câmara de
Vereadores de Tanquinho, onde os pequenos agricultores demonstraram interesse pelo assunto e no
desenvolvimento dessas atividades em suas propriedades. Para umas das organizadoras do evento, Vivian
Ramalho, bióloga e técnica de campo em Tanquinho, o motivo para a
organização do evento, foi a necessidade de levar aos agricultores informações
e conhecimentos, específicos que tinha obtido com o citado professor, em
outra palestra que aconteceu em Juazeiro-Ba. “Participei de um intercambio em
Juazeiro, em que o professor Jairton ministrava uma palestra, e ali viu, que o CAERDES dispunha de informações muito proveitosas e de grande valia para serem repassadas aos agricultores de Tanquinho” Afirma Vivian.
A prática da agricultura orgânica requer mão-de-obra, assalariada ou familiar. E por isso é uma opção importante para o meio
rural, com a vantagem adicional de preservar a saúde do trabalhador e não
causar danos ao ambiente. Além do que, esses agricultores reduzem
bastante o custo de suas produções, sejam elas para consumo próprio ou para comercialização
do excedente. Entre os temas da palestra - a produção de compostagem e
biofertilizantes, que podem ser produzidos a partir de recursos gerados nas
propriedades, tais como: podas de plantas, resíduos de frutas, legumes, cinzas, entres outros
materiais orgânicos, receberam na palestra atenção especial pelo fato de poderem ser utilizados como matérias primas para produção dos adubos orgânicos.
Para a agricultora Noêmia de Jesus Silva, a palestra foi de extrema
importância, pois ela pôde absorver conhecimentos, que antes eram desconhecidos por ela. Noêmia diz, “pude aprender como
realmente adubar a terra, e a produzir de uma maneira saudável” ela ainda finaliza dizendo: que pretende colocar em prática tudo que aprendeu, para poder ter uma renda
melhor. Maria das Graças, também agricultura, diz que ficou surpresa de
como pode se utilizar os próprios recursos da propriedade para obter uma boa
produção, e que é importante saber utilizar e produzir com os recursos existentes na própria
área.
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